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quinta-feira, 22 de março de 2012

Um livro bem legal!

Durante as férias no Brasil, Guilherme ganhou de uma tia-avó um livro com lendas brasileiras, as mais conhecidas, na versão do Mauricio de Souza. Elas estão um pouco modernizadas e levemente simplificadas,  mas na essência seguem as mesmas. O livro rapidamente virou favorito e todas as noites lemos duas lendas para ele, não importa quantas vezes já contamos, ele curte do mesmo jeito. O livro vem com um CD com as lendas narradas pelo Mauricio de Souza, que já deveria ter colocado para escutar, mas sempre esqueço. agora a tarde escutamos o CD e não é que é entretém? Guilherme ouviu enquanto brincava e eu aproveitei para usar um pouco o computador.


A lenda que ele mais gostou foi a do Uirapuru e a que só foi lida uma vez foi a da Yara, não sei por que, mas sempre que começamos a ler ele muda de ideia e pede outra.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O dia em que Guilherme cresceu

Quando Guilherme entrou no quarto da Clínica para conhecer o irmão eu achei ele tão grande. Era como se meu filho, de um dia pro outro, tivesse crescido meio metro! Não só no tamanho, em tudo Guilherme começou a parecer mais velho. Eu sei que para toda mãe os filhos são sempre bebês, mas isso não aconteceu só comigo, com o João também. Em questão de horas passamos a ter dois referenciais, o recém nascido e o menino. Nessas três semanas vejo o quanto meu menino cresceu desde as férias de inverno (a professora na escola havia comentado que as férias de inverno é um divisor de águas no comportamento dos pequenos), mas com o Guilherme essa transformação foi em etapas. As férias e depois o nascimento do irmão.


E como o assunto hoje é o Guilherme, aproveito para falar sobre como ele está reagindo a chegada do irmão. Bom, todos os dias quando chega da escola faz questão de dar um beijinho no irmão (sim, inclusive quando ele dorme!). Quando Felipe chora, Guilherme canta canções de ninar, brinca, faz de tudo para distrair o irmão. Claro que tem momentos em que a ajuda é demais, ai entra um pouco de jogo de cintura e paciência, muita paciência. Ciúmes? Bom ... vamos dar tempo ao tempo. Por hora, nenhum problema nessa área, melhor pensar assim.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Olha a lua!

Hoje a faxineira se despediu de uma forma diferente. Depois de lembrar que qualquer coisa e em qualquer horário podemos contar com ela, é só ligar, sorriu e disse: "mañana cambia la luna!" Na verdade ela parece ter dado uma boa olhada no calendário lunar de agosto e aposta na estréia do rebento para os dias em que a lua muda.
De tarde de consulta com o médico, chegamos naquela fase em que vamos nos ver todas as semanas (com as parteiras é a mesma coisa) e ele incluiu na minha rotina um exame semanal para monitorar como está o bebê. Comentei sobre o meu apetite de leão e ele constatou o obvio: ansiedade e completou que na experiência dele, depois do primeiro filho a tendência é que os bebês nasçam próximos a data prevista ou um pouco depois, que o parto tende a ser mais rápido, mas a espera maior. Acho que ele tava querendo me tranquilizar, e vocês? Pediu para voltar às caminhadas, devagar, sem pressa, e nos dias mais frios valia até ir pro shopping ou supermercado. Ah! Ele também disse para eu descansar mais durante o dia, não precisava dormir, mas que eu me deitasse lesse, visse TV, mas deitada. Ok!


 
Passei meses, 9 para ser mais exata, enrolando para fazer umas coisas que queria muito fazer para o bebê (continua sem nome) e o Guilherme antes de agosto chegar. Logo que descobri que estava grávida terminei um bordado em ponto cruz que havia começado antes do Guilherme nascer e abandonei no meio do caminho por que achei que não tinha nada a ver. Pois agora achei que seria legal incorporar a uma almofada, ou algo nessas linhas. Também havia comprado dois motivos para bordar e emoldurar, estes eu imprimi, cortei o tecido e nisso ficou até que esta semana decidi que tinha que fazer e fiz, ou melhor: estou fazendo. O primeiro ficou pro Guilherme (este da foto) e este fim de semana termino o outro. Ai é hora de procurar as molduras que eu não lembro onde coloquei.
Ainda nas linhas dos trabalhos manuais preciso fazer novas capas para os protetores de berço (aqui o nome é muito mais simpático, chichonera. Chichon é o galo, aquele que aparece depois que batemos a cabeça) aqui em casa a utilidade será outra, isolante térmico. A parede onde o berço estará encostado é externa e por estas bandas isolamento térmico é uma teoria (ainda falo por aqui como são as construções das casas aqui).

domingo, 31 de julho de 2011

A semana e um pouco mais

- Tenho uma série de ideias e posts pela metade, mas cade o tempo para arrumar tudo? Pra coisa ficar ainda mais complicada o computador decidiu que cansou de tantas fotos e mesmo o programa mais simples eventualmente trava e ai acaba travando tudo. Já viram né? Será que consigo pelo menos deixar tudo em DVD nas próximas semanas? (leia-se: antes do bebê nascer).
- Fim de semana passado fomos a Los Penitentes, uma estação de esqui há 160km daqui. Foi muito divertido e Guilherme finalmente viu neve de perto. Falando esta semana fez frio e nevou no sul da província e na montanha, a vista da pre-cordilheira está linda, pena que deve durar pouco, não acumulou o suficiente e basta subir um pouco a temperatura para começar a derreter. O frio não é novidade, a novidade foi ter umidade suficiente pra nevar um pouco (na cidade choveu).
- Também foi semana de festa de aniversário. Comemoramos os 5 anos do Guilherme, a festa foi super descontraida e ele se divertiu muito. Tem post sobre isso, mas não terminei hahahahahaha! E nem fotos consigo colocar (legal né?) foi montando o especial 5 anos de Guilherme que o computador decidiu que já não dava mais. 
- Os gatos, faz tempo que não falo deles, me passam a impressão de que não curtem muito o frio não, passam o dia buscando um fresta de sol ou ao lado dos radiadores. Eles continuam "fortes", mas pelo menos o tamanho já não aumenta.
- Esta semana fiz a bolsa para a maternidade, deu um friozinho na barriga ... fico com a impressão que estou chamando e não é o caso. Também consegui fazer os exames que estavam faltando (eram dois), durante as férias de inverno não teve jeito. Falta visitar a maternidade.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

35 semanas! e mais

Ontem fizemos o terceiro e último ultrassom (ainda bem, por que se tivesse que fazer outro é por que algo não estaria como deveria). Senhor bebe (segue sem nome) está muito bem posicionado e ao contrario do que eu pensava não são os pés que estão apertando as minhas costelas, e sim o bumbum. Achei engraçado o médico perguntar primeiro se seria parto normal antes de dar a informação de que havia uma circular de cordão e deixar bem claro de que não é indicativo de cesárea, que o fluxo estava bem e que a informação estaria no laudo apenas para o médico/parteira estar preparado tirar a circular durante o parto (que nem no Brasil? not)
O peso estimado no momento é de 2.900gr (+/- 430gr) e ele tem um cabeção (hehehehehe) tal qual o irmão no último ultrassom. Desta vez nem liguei para esta informação, quando falaram que o Guilherme ia nascer um bebezão eu corri pra trocar a roupa  por tamanhos maiores. Ele nem nasceu tão grande assim e eu dei graças ter umas peças menores para poder usar. Também achei ele muito parecido com o Guilherme quando nasceu. No mais tudo está como deveria.
Ando mais disposta do que imaginava, o que é bom! Preciso estar em constante movimento, passar o dia sentada nem pensar. Mas canso com relativa facilidade e me acho mais desligada dos detalhes, tipo: estava com o filho de uma amiga no colo e nem percebi que ele chupava com gosto um guardanapo de papel, vai vendo.

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As férias de inverno chegam ao fim e depois de conversar com algumas mães descobri que todas tiveram a mesma experiência do que eu. A primeira semana foi na santa paz, crianças felizes em casa, brincando e tranquilas. Segunda semana: CAOS. Guilherme está contente que em breve volta para a escola e sente falta dos amigos, mesmo tendo encontrando com alguns durante as férias.

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Fomos ver Carros 2, particularmente, achei o primeiro mais interessante, mas admito que me diverti no cinema e, mais importante, Guilherme ADOROU! O roteiro é fraco, mas foi legal o foco do filme ter mudado para o Tom Mate (Tow Mater), as cenas de ação foram na medida certa para a faixa etária e tem um certo apelo para os maiores.

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Chegou um pacote morto de fofo da cunhada. Ela acompanhou de perto o meu "abuso" do celeste e bateu perna por Madrid para encontrar roupas não só coloridas como descoladas para os sobrinhos (Guilherme não ficou de fora). O mais engraçado é que sem eu nunca ter mostrado ou mandando nenhuma foto ela comprou várias coisas que eu havia marcado em "wishlists" mundo a fora. Nem bem cheguei do correio com o pacote (um dia ainda falo sobre como é receber pacotes aqui) coloquei tudo pra lavar. Pensem num varal lindo e colorido.

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Terça-feira é a festa de aniversário do Guilherme e tudo está resolvido. Estou feliz em ter conseguido dar meu toque sem precisar fazer muita coisa eu mesma (João me fez prometer que não ia e quer saber, ele tem razão).

sábado, 16 de julho de 2011

Na reta final

Ainda falta pouco de um mês, mas o tempo passa tão rápido ...
- Na última consulta o medido fofo se despediu dizendo: "siga haciendo lo que qué esta haciendo, que lo hace bien" . Em 33/34 semanas ganhei 5 quilos e um pouco, faço ginástica localizada duas vezes por semana e, em geral como pouco, devo admitir que nesta última semana chutei o balde, mas segunda-feira está ai. É semana do terceiro último ultrassom e os exames de sangue e visitar a maternidade (depois vou faltar mais sobre isso).
- O bebê continua sem nome e parece que isso tirar o sono de muita gente. Acho isso engraçado, e se a gente não soubesse o sexo do bebê? Temos uma lista, mas é isso e na hora tudo pode mudar. João e eu já tiramos isso da nossa lista de "coisas a fazer".
- Hoje, finalmente, lavei as roupas do bebê. A roupa eu lavo na máquina, mas faço questão de eu mesma passar, pelo menos essa primeira vez. Depois tenho que preparar as coisas para a maternidade conforme as "exigências" locais.
- Ontem comemoramos o aniversário do João, foi muito divertido. A casa não estava cheia, mas com 5 crianças e um bebê o barulho era grande, ainda bem que não temos vizinhos nem em baixo, nem em cima.
- Guilherme ainda tem uma semana de férias de inverno, como os dias tem passado rápido! Na quinta tivemos mais uma edição do vento zonda e como o danado me afeta fisicamente, fico um caco. Um dia quente, passado em casa, tudo fechado. No dia seguinte as ruas estavam tomadas pelas folhas e foi a primeira vez que eu vi a equipe de limpeza da cidade não dar conta de tirar as folhas e hoje a tarde ainda havia pilhas de folhas acumuladas no meio fio (aqui as pessoas varrem as calçadas e deixam as folhas em uma pilha no meio fio para o caminho apanhar) e olha que tudo o que se via nas ruas do bairro eram os caminhões e pessoal da limpeza varrendo e juntando folhas, além dos caminhões com o aspirador de folhas. Para a próxima semana temos uma agenda de atividades, cinema, teatro, festinha ...
- As aulas recomeçam, temos a festa de aniversário do Guilherme e assim eu vou me aproximando da fase "pode vir a qualquer momento". 
- Preciso tirar fotos da barriga nessa reta final.
- A lista de costuras está parada, Guilherme quer ajudar e prefiro ficar com ele agora que está em casa e costurar quando as aulas recomeçarem.
- Guilherme está cada vez mais engraçado e com umas tiradas ótimas, pra nossa sorte aceitou que o bebê ainda demora para chegar. Anda ligado no assunto do nome (ele quer que o irmão também se chame Guilherme, quando eu disse que não dava certo, ele abriu mão do seu querido apelido - Guilhe - para dá-lo ao irmão para não ficarem com o mesmo nome). Mesmo eu já tendo contado inúmeras vezes ele ainda muito desconfiado sobre como o bebê vai sair da barriga. Acho que o fato do umbigo ter pulado pra fora deixou ele confuso (hehehehehe).


terça-feira, 5 de julho de 2011

O bebê moderno e as cores ...


Azul, é a cor favorita do Guilherme e foi a cor que ele escolheu para o quarto, tudo bem que os tons exatos não foi ele quem escolheu, mas deu o caminho e eu gosto. Quinze anos estudando numa escola com uniforme azul marinho não foram suficientes para que eu deixasse de gostar da cor, continuo achando ela super elegante e de bom gosto, uma excelente alternativa ao preto ou ao cinza e acho linda em crianças  de todas as idades. Mas já deu!
 
Quando estava grávida do Guilherme, lembro que para meninos havia mesmo muito azul, mas na minha lembrança era possível variar mesmo comprando em lojas populares como C&A, Renner, Riachuelo, Americanas ... na Lojinha da Criança, pertinho de onde morávamos em Brasília, tinha uma variedade de cores para ambos os sexos, boutiques não cabiam no orçamento e foram poucas as peças compradas nas lojas caras. Até dei uma olhada nas fotos do Guilherme bebê para confirmar e há uma grande variedade de cores. Mas pelo visto nestes cinco anos as coisas mudaram e ficaram limitadas. O rosa já abundava no universo menina, mas pros meninos até que tinha variado, não faço idéia como estão as coisas agora no Brasil.

Quando entro numa loja pra ver roupa de bebê e me perguntam em que podem ajudar, aviso logo, roupa para menino, mas nada azul. O que me mostram? Bege, branco ... nada contra, mas e o resto das cores? O pior é que tudo é naquele mesmo azul clarinho, tão inho, apagado e sem graça. Podia sei lá, ser celeste, marinho, royal, mas não ... ai com sorte você encontra algo em amarelinho, verdinho. Pro lado das mães de meninas não é muito melhor não. Ficam lá, entre o rosinha e o lavanda desbotado, no final a quantidade é maior, há mais variedade de estampas e modelos, mas sempre nas mesmas cores.

Lá em Fortaleza, as avós se juntaram para e foram a uma loja de bebês. Por telefone minha mãe comenta que parece que a moda azul para meninos, rosa para meninas voltou e conta do comentário feito pelo vendedor da loja de lãs que ao ver a seleção de cores da minha mãe saiu com um "vai ser um bebê moderno". Será que é realmente um sinônimo de modernidade?

Aqui, em Mendoza, meu primeiro alvo foram as lojas com preços mais em conta, afinal é roupa que é usada muito pouco pra que gastar rios de dinheiro. Lá fui eu em minha cruzada, naquela altura estava relaxada e sem grandes frescuras com o "azulzim", afinal, usa tão pouco ... e comparando com os preços das lojas de marca era uma boa, pôxa, metade do preço em média por algo de qualidade equivalente. Mas aos poucos aquilo começou a me cansar, por que dava na mesma entrar numa loja e comprar tudo lá, era tudo igual! Então comecei a ver as outras opções, uma ou outra peça mais "descolada" para alegrar meu dia. Perto aqui de casa tem uma loja que eu adoro a Owoko, as peças são lindas, muita cor e em geral são unissex, mas custa o dobro ou mais, fui lá e comprei coisas que vou usar mais (leia-se virar modelo da mãe insana e sua máquina fotográfica) e acalmei o facho por um tempo. 

Mas agora, com a proximidade da chegada, resolvi dar uma geral no que tinha e ver o que precisava comprar para os primeiros 5-6 meses. A amiga de uma amiga estava liquidando o estoque da loja de roupas que tinha e eu me joguei, muito mais pelos preços do que pelas cores, mas ainda assim rolou umas coisas diferentes da Old Bunch, mas nada assim uau! Na hora de finalizar as coisas, e "harmonizar" o que falta é que acabou dando um nó. Pois é, fiquei sem muitas alternativas e comecei a ver no shopping mesmo e bom ...  A Cheeky tem uma variedade para crianças maiores, para bebês é tudo nas linhas do azul, rosa, bege, branco e, mesmo sendo mais barato do que no Brasil, ainda é caro. Ai passei na Mimo & Co. concorrente e que fica quase do lado, por lá os preços são ainda mais salgados, mas não é que tinham coisas em vermelho e verde floresta! A vendedora riu quando eu falei que não queria nada em azul, disse que normalmente as mães de meninas falam isso do rosa, eu era a primeira a reclamar do azul, verdade seja dita não havia quase nada "azuzim" na loja. Lá sai toda serelepe com umas coisinhas vermelhas (minha cor favorita).
Agora, a saga continua online, os preços são bem atraentes e se você, como eu, tem quem receba a encomenda para você e mande, pode ser uma maneira interessante de variar o armário dos filhos (nessa onda, entrou Guilherme também, claro). Uma rápida olhada pela Amazon já dá uma boa ideia do que está disponível no mercado, há grandes diferenças de estilo entre a loja americana e a loja inglesa. A Carter´s e a OshKosh tem a vantagem de ter um carrinho único e sempre tem peças em promoção. Guilherme teve várias roupinhas dessas marcas e gosto do estilo deles. A giggle tem coisas de babar, mas não é barata não. A Zara e a H&M são outras duas lojas que sempre gostei de comprar roupas para bebê.  Aqui e no Brasil a Zara não tem o preço tão atrativo como lá fora e a H&M não existe por estas bandas, mas é uma de minhas lojas favoritas mundo a fora, desde conheci a marca lá pelos idos da década 1990, em alguns países ela tem uma variedade melhor do que em outros e há linhas menos econômicas. Uma das coisas que gosto das roupas infantis de lá é que já vem com o lugarzinho para escrever o nome da criança . Outro lugar que sempre vale a pena dar uma olhada é o etsy para quem tricota, borda, faz crochet ou costura, é possível comprar até moldes em pdf para personalizar as coisas da família. Fora a variedade de peças de todo o mundo que são vendidas por lá. ADORO!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O quarto dos meninos

Nem lembro se falei, mas na semana que voltamos de Buenos Aires foi feita a pintura de algumas paredes da casa. A principal mudança foi no quarto do Guilherme, que em breve será o quarto dos meninos. Como já havia dito antes, pelo Guilherme o quarto seria todo azul francês, como chamam aqui. Eu é que achei demais, então começamos a escolha do outro azul. Tinha que ser azul. Batemos o martelo pelo celeste (quando viu o quarto pronto perguntou por que o teto não era azul). Também colocamos as estantes na parede, foi a primeira vez (esta é a terceira casa das estantes) que não fomos João ou eu a fazermos a instalação dos nichos e foi a primeira vez que um furo teve que ser refeito. Mas deu tudo certo e o Guilherme adorou como ficou. Faltam as cortinas (não consigo me decidir pelo tipo das cortinas muito menos o tecido) e a luminária do teto. 
Por enquanto o quarto esta assim:  



E tem os quadros, mas para isso precisamos ver bem onde vai ficar o berço.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O passado: o pesadelo do quarto do bebê

Acho que como toda mãe de primeira viagem sonhava com o quarto do bebê. Comprei revistas, me decepcionei com o que encontrei, fui atrás de idéias na internet, revistas gringas e colocamos a mão na massa. Depois de "visualizar" como seria o quarto comecei uma pesquisa para saber qual era considerada a melhor marca de móveis infantis que tivesse uma berço/caminha. Marca escolhida, localizado o revendedor em Brasília, fomos de compras. Berço, colchão, comoda  e cadeira para amamentar. Tudo para ser entregue em 60 dias e dividido em 3 nada suaves prestações. Tudo tranquilo, uma amiga que havia encomendado na mesma loja recebeu tudo direitinho e eu numa boa. Mas a medida que a data limite de entrega ia se aproximando foi me dando uma coisa ruim, como sempre penso o pior João me acalmou, mas concordou em dar uma passadinha na loja. Aproveitamos a hora do almoço e lá fomos nós (infelizmente não lembro mais o nome da loja, mas ficava no Venêncio 3000). Chegamos lá encontramos o espaço VAZIO, era uma segunda-feira e no fim de semana haviam limpado a loja. Era começo de junho. Depois e um interrogatório na administração do shopping conseguimos algumas informações, o suficiente para entrar em contato com a dona da loja. De lá rumamos para a delegacia do consumidor prestar queixa, não eramos os primeiros, mas por algum motivo havíamos mais informações que os demais. Claro que pesou o fato de falta menos de 60 dias para a DPP, o fato deu usar todas as armas que anos de produção de telejornal me deram e do João ser um excelente interrogador.
O que parecia impossível, aconteceu, e conseguimos não só falar com a dona da loja como conseguimos saber onde estava o estoque da loja e marcar uma visita para tentar recuperar em mercadoria o prejú. O terceiro cheque foi sustado, pelo menos isso. A dona havia dado em pagamento a uma de suas funcionárias o estoque e foi na casa dessa funcionária que eu, João e um casal de amigos fomos a caça. Claro que eu me senti mal em ir lá pegar minhas coisas, mas a funcionária em questão foi a mesma que nos vendeu os móveis e segundo o fabricante dos móveis naquela data eles já não eram revendedores autorizados. Então ... passamos a tarde lá metidos em meio a móveis de mostruário, pedaços de coisas e tentado descobrir se em alguma parte não encontraria um berço igual ao que eu havia escolhido, o do mostruário, mas não ... eu e minha barriga de 7-8 meses desbravou, subiu, mexeu cada canto da casa e nada. No final conseguimos escolher algumas coisas. Voltamos a delegacia com os dados e fomos informados que a dona da loja havia prestado depoimento.
Então, lá fomos encontrar um berço que fosse entregue a tempo. E o berço foi entregue 17 dias antes do Guilherme nascer! Quarto havia sido pintado tinha um tempo e todos os detalhes estavam lá, "só" faltava o berço.
O berço, que depois virou cama, foi onde o Guilherme dormiu até que viemos para Mendoza, e em breve será o berço do bebê. 

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O zoológico de Buenos Aires


João e eu temos mixed feelings com relação aos zoológicos, se por um lado é muito legal poder apresentar ao Guilherme a uma série de animais que de outra maneira ele jamais veria pessoalmente, do outro está sempre aquela sensação de que os animais estariam muito melhor no seu habitat. Não venham me dizer que o urso polar curte o verão em Mendoza, ou que a girafa prefere o outono nublado de Buenos Aires à savana africana. Nós também temos uma certa fascinação pelos zoo urbanos, aqueles que ficam mesmo dentro da cidade que foram construídos em outros tempos, onde o conceito de politicamente correto não existia e as pessoas não faziam ideia de que um dia algumas espécies de animais iam desaparecer, ou pior, não se preocupavam com isso. Nesse quesito o nosso favorito até o momento é o de Amsterdam (Artis).

 
O zoo de Baires foi inaugurado em 1888 e sua arquitetura deixa muito claro que ele pertence a outros tempos, tempos de uma Argentina prospera. Os prédios são belissímos, meio caídos, mas ainda mantem todo o charme. Por trás de um dos carroseis (são dois) está o antigo café do zoo repleto de detalhes Art Nouveau (me deu uma vontade danada de entrar lá) não sei se algo funciona lá dentro, me pareceu bem abandonado, o que é uma pena.

Este é o abrigo dos elefantes, os detalhes são lindíssimos. Outros animais também tem morada assim pomposa.
Esta foi a primeira vez que visitei o zoo de Bueno Aires. Sempre ficava na vontade, tudo por conta de uma foto de meu avô menino com a família em um passeio pelo lugar, nem preciso dizer que a ideia de visitar o zoo que o bisavô visitou na idade dele deixou o Guilherme bastante empolgado. Até tiramos uma foto no mesmo lugar. Mas pelas roupas dá pra ver que estamos mesmo em outros tempos, ou será que tem gente que ainda se arruma assim para um passeio pelo zoo?



Lêmures!


terça-feira, 24 de maio de 2011

O passado: Amamentação

Não, não vou falar do difícil que foi amamentar o Guilherme, por que verdade seja dita não foi. Mas tampouco foi assim de fácil, se não fossem a minha mãe e o João a coisa poderia ser bem diferente.
Quando Guilherme nasceu ele precisou de cuidados especiais e não pode amamentar na primeira hora como eu queria. Paciência ... Quando chegou ao quarto pediram para eu não amamentá-lo. Fazia mais de 15 horas que eu não comia e tinha acabado de ter um super queda de pressão. Naquela hora o hospital não tinha comida para mim, nem lembro o que o João trouxe para eu comer. A enfermeira sugeriu que eu esperasse a "especialista" do banco de leite. Mas ela não chegava nunca e Guilherme começou a chorar. Com a ajuda de minha mãe coloquei o Guilherme no peito e ele mamou, justo nessa hora entrou a neotalogista para ver se estava tudo bem e gostou de ver o rapazinho mamando. Depois de 4 horas a especialista apareceu. Pediu desculpas, e foi isso.
Os primeiros dias não foram fáceis, muito mais pela minha dificuldade de encontrar uma posição para sentar por conta da episiotomia e da laceração. Acordávamos João e eu e enquanto eu amamentava sentada na poltrona, João ficava cochilando no chão esperando para colocar o Guilherme para arrotar e depois me ajudar a sair da cadeira e voltarmos para a cama. Quando passei a amamentar na cama, era João quem ia buscar o Guilherme no berço e depois levava de volta.
Tive uma única rachadura, via estrelinhas na hora de dar o peito, mas continuei dando. Passei a ter mais cuidado para deixar secar bem depois de cada mamada e descobri que o LM tem ação antibacteriana, o problema é a saliva do bebê. Quando minha mãe voltou pra casa, vinte dias depois do parto, Guilherme e eu já estávamos bem adaptados à amamentação. Desde o início a livre demanda se mostrou a melhor opção para a nossa família. Naquele tempo não tinha lido o Dr. Gonzales, mas isso de ficar marcando horário, cronometrando o tempo é muito burocrático para um momento tão natural.
Se em casa a coisa ia bem, o fato de o Guilherme amamentar parecia preocupar quem não devia se meter no assunto. Também os pediatras pareciam não dar o apoio que se supõe que deveriam dar. O primeiro me saiu o clássico “leite fraco”, nunca mais voltamos. A segunda, no meio da minha volta ao trabalho e a adaptação do Guilherme a uma nova rotina sem a mamãe por perto o tempo todo, disse ao telefone que meu filho de 5 meses estava me chantageando e que nesses casos a solução era desmamar, nunca mais voltamos, já não estávamos satisfeitos com ela mesmo.
Quando Guilherme tinha 14 meses eu peguei catapora, EU! Liguei para o pediatra assim que recebi o diagnóstico e a indicação de suspender o aleitamento. O pediatra disse que se era para pegar, já tinha e assim continuei amamentando. Guilherme também ficou doente, foi forte, mas ele parecia indiferente a doença, brincava alegremente e só quando apareceram as pústulas na boca e garganta diminuiu o ritmo, mas o leite foi seu único alimento por uns dias.
Concordo com todo mundo que fala que as campanhas do Ministério da Saúde sobre aleitamento materno simplificam a coisa. Mas o problema não é só esse, a maioria dos médicos não dá a devida importância e o apoio que muitas mulheres precisam para seguir em frente. Quantas conseguem amamentar na primeira hora? Também falta a divulgações sobre todos os serviços que os bancos de leite disponibilizam, eles não são só um depósito de leite. Lá é onde estão os melhores profissionais de aleitamento materno.
Eu fui amamentada até os 9 meses, não foi exclusivamente, mas para o final da década de 1970 já era muita coisa. Minha mãe me amamentou mesmo com mastite, a pediatra na época foi categórica em dizer que só eu poderia ajudar minha mãe nessa hora. A irmã do meio mamou um ano e a caçula mamou um ano e meio, seis meses exclusivo. O meu exemplo era esse, era natural e nunca ouvi minha mãe reclamar, mas falava que a mastite doía. Minha mãe não amamentava em público e lembro-me de poucas vezes tê-la visto amamentar em outro lugar que não fosse a cadeira que ficava no quarto.
Guilherme se desmamou, um dia, em abril de 2008, ele decidiu que não queria mais e pronto. Foi pra nunca mais. A minha idéia era desmamá-lo apenas depois da mudança para Cabo Verde, depois dele ter completado os dois anos, mas ele tinha outros planos.
Como será desta vez? Não sei, tem tudo para dar certo e o mais importante: no que depende de mim, vou conseguir. Nada de ficar no discurso do vou tentar, eu vou conseguir! Além da experiência, da leitura, tem uma especialista em aleitamento cujo telefone está devidamente anotado e a La Leche League para me dar o apoio necessário.
Por hora, penso nas alvoradas que passaremos só os dois, em silêncio, como se fossemos os únicos no mundo. Também vou reviver as noites de sono picado por conta das mamadas com a certeza de que como tantos antes, vamos sobreviver.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Alimentação na escola

Este é um post que ando matutando já tem um tempo. E depois da Blogagem Coletiva acho que chegou a hora. 
Na escola do Guilherme as crianças do jardim, até a turma 3, frequentam as aulas apenas pela manhã. A única refeição feita na escola é a merenda que pode vir de casa ou os pais aderem a "merienda compartida" e pagam uma taxa mensal para que a criança receba a comida na escola. Em geral são biscoitos, tortitas (pão), alfajores de maizena, sanduiches, iogurte. A bebida suco (tang) ou chá (mate cozido) é liberada para todas as crianças. Guilherme levava a comida de casa, as vezes eu mandava algo similar ao que era servido na merenda compartilhada, mas em geral eram cereais ou barrinhas, fruta e iogurte.
Na turma 4 as crianças podem ou não estudar em período integral, na turma 5 o estudo integral é obrigatório. A política para o almoço é a mesma os pais podem buscar os filhos na escola para almoçar em casa (o intervalo é de uma hora), mandar uma quentinha de casa (paga-se uma taxa pelo uso do refeitório) ou então contratar a comida do refeitório, o pagamento é mensal, se a criança falta o dinheiro é devolvido (!). Inicialmente, a nossa opção era mandar a comida de casa, mas com a chegada do bebê, as mudanças e as incertezas para nós a decisão tentar para ver como Guilherme aceitaria a comida da escola foi a melhor.
Todos os meses recebemos o cardápio para aquele mês. O desta semana é o seguinte:

Segunda - Almondegas ao molho (sugo) e arroz
Terça - Frango assado com guarnição (eles não informam qual, mas não é raro que seja batata frita)
Quarta - FERIADO
Quinta - Espaguete com molho misto 
Sexta - Pizza de presunto, cebola, ovo ou salame e empanadas.

Além disso, tem uma mesa com saladas (frias e quentes), guarnições variadas e uma alternativa ao prato principal. Por um pedido meu, Guilherme é das poucas crianças que vai até a mesa olhar as opções. Para a maioria das crianças a professora diz o que tem e as crianças dizem o que querem. No preço está incluído a água e uma sobremesa (fruta ou gelatina). As sextas o menu é sempre "festivo" e a sobremesa é um picolé. Na páscoa as crianças ganharam ovos de chocolate.
O restaurante está aberto aos pais, não é preciso avisar quando se vai comer por lá. Mas ... o barulho faz qualquer praça de alimentação parecer um hospital e por isso quase não tenho ido. Não vou comentar o cardápio em si, por que a verdade é que ele reflete bem o que se come aqui. O preparo não é como eu faria, mas a comida tem pouco sal e não é gordurosa (fora a milanesa e as batatas fritas). O que me incomoda é:
- o cardápio é alterado sem aviso e o Guilherme nem sempre diz o que comeu, as vezes inventa e os coleguinhas fazem o mesmo;
- vendem balas e outras porcarias no refeitório, além de refri. Guilherme nem vê e como não leva dinheiro não tem como comprar, mas é errado!;
- as crianças não fazem o próprio prato e por vezes nem veem as opções disponíveis (sei o caos que seria, mas há alternativas); e
- não recebemos um relatório do que a criança comeu (acho que isso que até a criança ter 6-7 anos é uma boa medida)

O que irritou tanto os pais da primária? Logo no começo do ano fizeram alterações no cardápio por opção menos saudáveis e mais econômicas. No começo as mães acharam que era coisa das crianças, mas conversando entre si viram que a coisa era séria, além do mais o número de crianças no refeitório aumentou (juntaram as duas sedes temporariamente) e não existia organização. Depois de feita a reclamação, a coisa voltou ao normal. As alterações ainda são feitas, mas por equivalentes e não por salsicha ou nuggets industrializados. Também melhoraram o espaço e a organização. Das vezes que fui por lá para conferir, não usam produtos industrializados que não sejam os que eu uso em casa (sim, em normalmente não faço eu mesma o molho de tomate e em casa comemos cachorro quente), não usam temperos e caldos (pó, cubo etc.), frutas e verduras são frescas, quando muito congeladas. A cozinha é limpa, mas limpa que a de muito restaurante que eu já visitei. Os pais tem livre acesso e são tratados como clientes, ninguém faz favor a ninguém.

O fato do Guilherme ter se adaptado a comida me deixa tranquila. No começo ele deu trabalho, mas quando viu que era pra valer, foi em frente. Tem comido mais variado em casa e fica sentado a mesa sem problemas, antes era um tal de "volta pra mesa!" o tempo todo. Seguindo a lógica local, o jantar aqui em casa passou por mudanças e é um complemento do almoço.

Semana passada, cansado de jogar fora comida, aderimos a "merienda compartida", Guilherme parou de comer o lanche que eu mandava de casa, mesmo quando era similar ao oferecido pela escola. Muitas vezes ele trocava o lanche para comer o lanche da escola. Ele não era o único a levar a merenda de casa, na verdade a maioria leva, mas ele queria mesmo era a comida que a professora "dava" para os colegas.




terça-feira, 10 de maio de 2011

Nesting (agora com foto)


Chegamos a semana 25!
E começou a todo vapor a fase do "nesting". Como o bom senso manda que eu não suba em escada um pintor foi contratado para pintar algumas paredes. As mesas que cabeceira que esperavam a meses pela minha coragem para serem envernizadas, estão de pernas pro ar esperando a segunda demão. A máquina de costura assumiu de novo seu posto na mesa da cozinha. E há tecidos por todos os lados, chegou a hora de dar início a um pequeno projeto para o bebê que pode ser bastante ambicioso. A lista com as coisas que precisam ser feitas e compradas está no espelho do banheiro e a cada semana muda para dar lugar as novas idéias.
A chegada do outono, que por aqui é um pouco diferente do que eu conhecia, já que não chove, tem me dado mais disposição. Mas sigo com a impressão que deveria estar dormindo mais, a cabeça anda dando sinais de que precisa de descanso. Já tem duas semanas que comecei a caminhar no parque todas as manhãs com uma amiga e duas vezes por semana faço ginástica. Somos apenas duas "pancinhas" na turma e somos as únicas alunas. Ando pensando em nadar também! Gosto tanto ...
Amanhã é feriado na escola do Guilherme, é o dia do departamento onde fica a escola. Tomara que seja um lindo dia para estar ao ar livre como hoje. Várias idéias sobre como aproveitar o dia.

As mesas de cabeceira em andamento. A primeira da esquerda mostra a mesa do jeito que recebemos, lavada, e já com a primeira demão de verniz. Espero terminar na quinta.

domingo, 17 de abril de 2011

Domingo no parque

Uma das coisas que me surpreende aqui em Mendoza é que apesar da enorme quatidade de crianças, principalmente em idade pré-escolar as atividades culturais para elas são poucas. Isso não quer dizer que faltem atividades ao ar livre. Praticamente todas as praças no centro da cidade tem uma área com brinquedos para a garotada e tem o Parque General San Martin. 
Sem cerimonia todas as familias levam suas cadeiras, mantas, comidinhas e o mate (no parque dá pra fazer churrasco) e o dia é passado ao ar livre numa boa com a garotada correndo solta e brincando. Com a chegada do outono o parque está mais vazio e para mim é muito mais agradável estar ao ar livre quando o termometro marca 14oC e há sol do que com o calor do verão, mas essa sou eu e os meus.
Outro dia vivemos que haveria uma corrida de aventura e Guilherme se empolgou muito para participar. Assim que nos inscrevemos e hoje acodamos no espirito de corrida! João super empolgado e Guilherme nem se fala. Chegamos ao local relativamente cedo, o que foi bom por que tinha lugar fácil para estacionar, os meninos fizeram o credenciamento cedo (a inscrição foi feita pela internet) e demos uma olhada geral nas atividades que haviam programado para as crianças antes da corrida começar. Um supermercado dava frutas e uma loja e brinquedos pirulitos (hehehehehe) Guilherme comeu meia maçã e guardou o pirulito, depois esqueceu.


Foi bem divertido e Guilherme não vê  hora de participar da maratona da escola no fim do mês.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Vento, Ventania

Desde que li no jornal que a previsão para hoje incluia temperaturas variando de 30oC a 9oC, sabia que havia algo errado. Minha torcida era para que errada tivesse a máxima. Mas na verdade eu havia esquecido do querido zonda, que hoje desceu pra valer. De manhã cedo no sul da provincia, as aulas foram suspensas. Nosso dia seguiu normal, deixamos Guilherme na escola e nenhum recomendação extra. Tudo indicava que seria um dia de ventos fortes.
Mas eis que lendo o jornal online vejo que aqui na cidade as aulas da tarde e noite foram suspensas em todas as escolas. Inclusive na Universidade. E ai? O telefone da escola ocupado o tempo todo, claro! João liga do consulado, ninguém conseguia falar com a escola (as crianças estudam na mesma escola) Liguei para outra mãe  (cujo filho só estuda meio perido) e sim tem que ir pegar as crianças na escola. Nisso recebo o telefonema da escola, saio para pegar o Guilherme pensando no que vou fazer para o almoço dele? Eu tenho me alimentado de comida muito leve e saladas. Mentalmente, vou repassando o que tem no freezer.
Na rua um vento danado e começo a pensar em até que ponto é mais seguro sair para pegar o filho na escola quando estão previstos ventos fortes. A rádio pede para cada um ficar onde está, para ter cuidado com os galhos caídos, cabos de força etc. e eu na rua? Bom, mas tenho que ir, não vai ter aula de tarde. Para meu espanto encontro um lugar fácil para estacionar na escola., pelo visto os pais se organizam bem em caso de emergencia, quase todo mundo saía levando os seus e mais alguns. Descubro que Guilherme está no refeitório (ufa!) e quando chego lá vejo um menino super animado, comendo sua gelatina (laranja!) e que ao invés de sair correndo me pede para esperar ele terminar! A professora avisa que comeu bem o bife com pirê (pirê? nem quando era bebê ele gostava de pirê! bom!)
No caminho para casa vou mostrando para o Guilherme as folhas no chão (acho que vamos passar direto para a paisagem de inverno, não vai sobrar muita folha pra contar a história nas arvores depois de hoje) e ele pede para sair e juntar folhas. Depois tenho que explicar por que o carro vai direto para a garagem, ele quer que fique na rua, hoje tem vaga, mãe! Claro, filho, todos colocaram o carro para dentro por conta do vento. Agora é esperar passar e quem sabe não saio para tirar umas fotos.

Fotos do zonda de novembro de 2010
Para ver fotos do desta semana clique aqui e depois em imagens que abre uma galeria de fotos do jornal.
Nota: Quando você olhar a previsão do tempo e houver uma grande variação de temperatura em Mendoza, tem vento zonda na parada. 
Algumas das recomendações sobre o vento zonda você pode ver aqui (em espanhol).

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Então fomos ao cinema


Como previsto, hoje fomos ao cinema. E as salas lotadas e as filas de ondem se reduziram a nada. Numa sala com capacidade para 250 pessoas, havia 25. Espaço de sobra! O filme escolhido era Rio. Guilherme se divertiu muito, já que viu o trailer nas últimas idas ao cinema e as personagens estão por todas as partes. Vibrou com a musica e tivemos que responder várias perguntas sobre a cidade e o carnaval. João e eu curtimos ver a cidade de outra maneira apesar dos muitos cliches estão presentes. A trilha sonora agradou a toda a família e eu fiquei com uma vontade danada de ouvir os sambas em português e não em espanhol.
Segunda será o dia oficial para o cinema em família!
Rio foi o melhor filme da temporada até o momento. Guliver decididamente foi a maior decepção. Rango e Narnia também foram aprovados pela família. Zé Colméia, bom ... quando se vai pro cinema com expectativa zero, não há como sair perdendo. Só não vimos o filme da Tartaruga Sammy por que só era em 3D e ninguém aqui em casa curte muito e bom, vamos ao cinema pela diversão.

O domingo que não foi!

O nosso domingo começou uma delicia, com "norske vaffler" (mais finos que os waffles americanos ou belgas) Para acompanhar os "meninos" tomaram nescau e eu meu descafeínado. Como finalmente havia conseguido o adaptador para ligar o som foi hora de deixar a música invadir o ar. Passamos boa parte da manhã na companhia de Sandra Peres e Paulo Tatit e Vinicius de Moraes e Toquinho nos clássicos Arca de Noé. 
Guilherme lembrou da maioria das músicas e de noite foi dormir cantando Pé com Pé e Bolacha de água e sal (eu não esqueço quando o cunhado me apresentou à música). João leu seu livro e eu fazia origami. Teve até disputa de aviões de papel.
Os planos para a tarde envolviam cinema, e o escolhido fica num shopping muito movimentado e que não tem o serviço de vendas on-line ( o que tem nunca funciona, by the way). Saímos de casa com mais de uma hora de antecedência, para dar tempo. Procuramos uma vaga por 40 minutos, quando finalmente chegamos ... a fila, gente o que era aquilo! E o aviso que a sessão que planejavamos já estava lotada. Agora, explica isso para um menino que em cinco anos tem e é louco por cinema. Não havia maneira, mas finalmente ele concordou em ir comer algo e voltar para ver se a fila tinha diminuido (sabiamos que não). Andamos  uns 50 metros e ele pediu para sair do shopping por que tinha muita gente (ufa! imagino como não deveria estar a praça de alimentação). O programa foi adiado para segunda depois da escola, quando suponho poucos vão ao cinema.
A caminho de casa, o pedido do João: shopping dia de domingo, não! Todos concordamos e voltamos para casa felizes. 
Eu continuo pensando em quando o Guilherme vai descobrir a resposta da música o que é, o que é? Acho divertido. 

Antes que eu esqueça, duas palavras que vão fazer falta aqui em casa quando ele começar a falar certo:
manica = maquína
eu sabo = eu sei.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O nervo "asiático" e outras coisas.

Ontem foi dia de consulta com o obstetra, e cada dia João e eu gostamos mais dele. João por que ele sabe lidar bem com as minhas ansiedades, eu porque acho admirável que os olhos de uma pessoa com mais de 40 anos de experiência ainda brilhem ao ver uma grávida, ao ouvir o coração do bebê ou ao dizer que no parto o médico é mero espectador de um milagre. Uma coisa que nos, os dois, gostamos muito é a postura nada invasiva das consultas e a quantidade minima de exames. 
Como Guilherme nos acompanhou a consulta, a conversa foi um pouco mais variada. E assim, descobrimos que o doutor é filho de uma parteira  e que mesmo vendo uma enorme abundância de gestantes e nunca ter visto uma cegonha, acreditava que elas eram as responsáveis pela vinda dos bebês ao mundo até os 10 anos.
O bebê mexe MUITO e deu trabalho ouvir o coração ontem, Guilherme curtiu a caçada e depois pode ouvir o seu coração no aparelinho também. Ajudou o médico a medir a minha pressão e a auscultar meu coração.
Comentei com o médico que tem uns dias que sempre que piso no chão com a perna direita doí a ponto de eu ter que sentar de novo se não caio e que era justamente o lugar da dor que mais me incomodou durante o TP. E, vejam só, eu tenho nervo ciático, ou melhor ciática. Recomendações: não dobrar a coluna e caminhar, além da Yoga, mas depois falo dela. Veio a constatação do que eu já havia percebido: na segunda gestação, sentimos muitas coisas. Estamos mais velhos e já temos um filho.
Resumo:
Estou na semana 20 pela DUM
Ganhei dois quilos até agora, nada mal. 
A pressão continua baixa, mas normal.
Em duas semanas faço um US.
Em quatro faço a glicemia pos-prandial.

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Segunda veio a parteira para a nossa conversa inicial. Ela é um doce! E será ela que me acompanhará quando entrar em trabalho de parto até irmos a maternidade, será minha doula.
Explicou extamente todos os procedimentos no hospital para o parto, desde a admissão até as intervenções de rotina com o RN. Aqui, se tudo correr bem, ficamos "só" dois dias no hospital, as vezes um dia e meio. Falou das dificuldades que vamos em frentar e recomendou o Plano de Parto, que aqui tem valor legal, mas tem que antes ser aprovado pela diretoria do hospital escolhido e de algumas coisas simplesmente não abrem mão, como a vitamina K e o nitrato de prata. Outras ela acha que podem ser negociadas.

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O outono vai dando as caras aos poucos, mas assim como a turma no hemisfério norte tem primavera com frio, aqui tem outono com calor, mas só numa parte da tarde. Quem mora aqui tem sempre um casaquinho por perto.

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Guilherme está super adaptado ao novo horário escolar e a comida da escola (vou falar sobre isso em breve). Estamos aprendendo as músicas em inglês para cantarmos com ele. Nas nossas conversas e brincadeiras agora ele diz qual o idioma que usar. Agora português! En español! e as músicas sempre em inglês. Em breve teremos playdate aqui em casa.


domingo, 20 de março de 2011

E o Guilherme?

Despois dos parabéns, todas as pessoas a quem já contamos a novidade perguntam pela reação do Guilherme. O Guilherme até o momento está muito empolgado com a idéia da chegada de um bebê ao lar da família. Faz muitas perguntas, algumas bem fáceis de responder outras que exigem muito cuidado na hora de responder. A pergunta cabeluda (como o bebê veio parar dentro da barriga) ele ainda não fez, mas já perguntou por onde sai.
Comprei um livro (tem em português também) muito interessante que trata justamente do que mais me preocupa com relação a chegada do bebê: a expectativa do Guilherme de que o irmão já chegue pronto para a brincadeira. Devo ter lido o livros umas 10 vezes em três dias, isso sem contar nas vezes em que ele pega o livro para "ler" sozinho. Assim, sempre falamos no bebê, mostramos as fotos de quando ele era recén-nascido, das várias estapas que a minha barriga ainda vai passar antes do bebê nascer e que depois disso tudo ainda vai demorar um pouco para que rolem as brincadeiras.
É verdade que tem mais de um ano que o Guilherme fala em irmãos e seus amigos imaginários ganharam estatus de irmãos mas até outro dia eu achava que era a minha empolgação que eu via nele e pelo visto não. Na turma dele quatro crianças ganharão irmãos mais ou menos na mesma época e a professora achou por bem tratar do assunto. Começou dizendo que tinha um segredo e depois perguntou quem é que ia ser irmão este ano. Guilherme foi o primeiro a se manifestar (tudo bem que ele é o único que ainda não tem um irmão) e participou bastante de toda a conversa sobre "hermanos mayores". Quando a professora me contou fiquei bem orgulhosa.
 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Massinha feita em casa

Toda criança adora brincar de massinha e Guilherme não é diferente. O problema é que nem João nem eu gostamos do cheiro das massinhas comerciais. Testamos várias marcas, mas todas tem um cheiro meio enjoativo. As que mais gostamos são as massinhas tipo as que brincavamos quando eramos crianças, aquelas que não ficam duras tão fácil e vem em embalagens pequenas. Hoje, junto com Guilherme, decidi fazer massinha em casa. Escolhi uma receita que não precisa cozinhar assim fazimos todo o processo juntos. Claro que na hora de sovar a massa ele achou meio "eca", mas deu certo. A consistência é um pouco diferente da comercial, tem menos elasticidade. Aparentemente, a massa cozida ganha nesse quesito. Guilherme adorou a idéia e passamos boa parte da manhã brincando com massinha branca, já que não tinha corante em casa para colocar.

Vamos a receita:
3 xícaras de farinha de trigo
1/3 de xícara de sal
2 colheres de sopa de oleo vegetal
1 xícara de água

Misturar os ingredientes secos e o oleo, aos poucos ir acrescentando a água, tipo um 1/4 de xícara de cada vez e trabalhar a massa bem. Eu tive que usar mais meia xícara de água para a massa ganhar a consistência desejada e trabalhei até não grudar mais na mão. A partir daí, dividi em bolinhas e Guilherme voltou a brincar. Guardei metade num ziplock. Minha maior dúvida é quanto a durabilidade, mas parece que dura bastante, desde que devidamente guardada. Depois dou o update.