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quinta-feira, 22 de março de 2012

Um livro bem legal!

Durante as férias no Brasil, Guilherme ganhou de uma tia-avó um livro com lendas brasileiras, as mais conhecidas, na versão do Mauricio de Souza. Elas estão um pouco modernizadas e levemente simplificadas,  mas na essência seguem as mesmas. O livro rapidamente virou favorito e todas as noites lemos duas lendas para ele, não importa quantas vezes já contamos, ele curte do mesmo jeito. O livro vem com um CD com as lendas narradas pelo Mauricio de Souza, que já deveria ter colocado para escutar, mas sempre esqueço. agora a tarde escutamos o CD e não é que é entretém? Guilherme ouviu enquanto brincava e eu aproveitei para usar um pouco o computador.


A lenda que ele mais gostou foi a do Uirapuru e a que só foi lida uma vez foi a da Yara, não sei por que, mas sempre que começamos a ler ele muda de ideia e pede outra.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A primeira impressão

Um dos livros de que mais gosto é Equador, do Miguel Sousa Tavares. Li já aqui em Cabo Verde, devorei suas mais de quinhentas páginas em coisa de dois dias. Os outros livros do autor não li, João achou o Rio das Flores muito aquém do grande hit do autor. Por sinal, o proprio Miguel confessa que escreveu o livro meio que na marra, bom ... mas não era sobre isso que queria escrever, na verdade é sobre um outro livro dele, uma do qual nunca havia ouvido falar, o SUL Viagens. Pois ontem, fui a livraria sozinha e aproveitei para me deixar levar pelos livros, curiei mesmo e me deparei com o livro, só o fato de ser um relato de viagem já começa ganhando pontos comigo, ai li as orelhas e pronto, tinha que comprar. A melhor parte é a que segue:

«Uma das pessoas que me ensinou a viajar foi a minha mãe. Ensinou-mo com uma simples frase. A única vez que viajámos juntos fomos a Roma. Estávamos sentados uma tarde na Piazza Navona, o seu local preferido de Roma. Ela bebia um dos seus inúmeros chás diários e há mais de uma hora que ali estávamos, sentados a contemplar a beleza perfeita da praça, enquanto fumávamos vários cigarros(...) Mas estávamos ali há demasiado tempo, era a primeira vez que vinha a Roma e tinha, logicamente, alguma pressa de seguir caminho e ver outras coisas. Sentindo a minha impaciência, a minha mãe disse-me: "Miguel, viajar é olhar." Até hoje, fiquei sempre cativo desta frase e do que ela implica e compromete o verdadeiro viajante."

Bom, a noite, já deitada decidi dar uma olhadela no livro e parei para ler o relato de uma viagem feita a Cabo Verde, em setembro de 1995, quando o país comemorava os 20 anos de independência e se via as turras com uma epidemia de cólera. Não era a primeira vez que Miguel vinha ao Cabo Verde, ele visitara o país dez anos antes e pelo visto muita coisa mudou naquela década. Mas uma parte do relato me chamou a atenção, 15 anos depois, foi extamente essa a primeira impressão que tive da cidade.

" Em dez anos, a Praia cresceu de 20 mil para 80 mil habitantes. Sem planejamento, sem infra-estruturas, sem esgotos ou água canalizada, sem nenhuma preocupação arquitetonica. Bairros inteiros surgem na terra seca, antes mesmo de haver ruas, cada um construiu como quis e onde quis. Pior ainda, como se vê ao longo de toda a ilha, eles, de fato não construiram: vão construindo, á meidade das suas posses. A cidade transformou-se assim num amontoado de casas inacabadas, de tijolo e argamassa, com telhados de zinco, sem pinturas e, as vezes, sem janelas e sem vidros nas janelas"


Nesses 15 anos, a população da Praia passou de 80 mil para mais de 120 mil habitantes. É verdade que a infraestrutura melhorou, mas água e esgoto na cidade ainda não é para todos e nem falar na qualidade do serviço. Hoje, já se percebe um planejamento da cidade, há ruas onde ainda não há casas e já não se constroi onde e como se quer, mas fica claro o impacto dos tempos do crescimento desordenado. Uma coisa não mudou: a cidade ainda é um amontoado de casas inacabadas, uma paredão cinza que se mistura com a terra seca. Isso é algo é não consigo ignorar nem consigo deixar de reparar, claro que sei que falta o dinheiro para o acabamento até entre a classe média, sei que muitas dessas casas inacabadas são de emigrados que sofrem com a crise economica nos EUA ou na Europa. Para além da parte estética, penso na saúde pública e nos inumeros focos de mosquito (Dengue e Malária), dos ovos de aedes que estão a espera da chuva ou qualquer outra água para eclodirem. Do lixo que se acumula, da segurança pública. São tantas coisas ...

O relato sobre Cabo Verde é breve, mas deixa claro que o país e seu povo causaram boa impressão ao escritor e jornalista. Além de Santiago ele fala sobre São Vicente e Sal e percebeu bem as diferenças entre as ilhas e suas gentes. Hoje, espero ler o trecho referente ao Ceará e ao Rio Grande do Norte, li uns parágrafos saltados e bom, confesso que achei meio deslumbrado, exagerado. Depois eu conto o que achei.

A foto foi tirada em outubro do ano passado, quando ainda chovia e a cidade estava verde.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Julie & Julia


Hoje, depois de uma reunião não muito agradável, porém necessária, fui almoçar no shopping e passando na fnac vi esse livro. A capa foi que me chamou a atenção, dei uma lida rápida e comprei. Vai furar a fila de leitura e espero que seja bem legal, principalmente de pois de ver que comprando o livro pelo site saia mais barato.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Domingo é dia de MACARRONADA


Estou empenhada na tarefa de diversificar o cardápio do Guilherme.
Lembrei que outro dia João e eu comiamos uma macarronada e o Guilherme proveou e gostou, então decidi preparar uma especial. O molho foi feito em casa com tomates organicos, a receita muito prática é do livro da Tiça Magalhães só acrescentei a carne moída (pedi para o açogueiro passar duas vezes pela máquina) e pronto. Ofereci com um pouco de ervilhas, na versão pirê e bolinhas, ótima diversão por sinal.
O prato ficou com essa cara! Até eu fiquei com vontade de comer, mas o Guilherme ficou só nas primeiras 4 garfadas e não comeu mais. O molho, seguindo a dia da Tiça (a intimidade) congelei, daqui um tempo vou oferecer em outra apresentação, acho que com arroz integral, cenourinhas, lentinha... vamos ver no que dá. Se ainda asssim não tiver aceitação, comemos o João e eu, já que ficou bem bom.