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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Amigo Secreto - Parte I

Eu gosto muito da brincadeira do amigo secreto, desde o tempo do colégio. Mas lá em Fortaleza nunca participei de um com troca de bilhetinhos, tentativas de descobrir quem te tirou esse tipo de coisa. A gente tentava descobrir que nos havia tirado, mas era muito mais na base da fofoca do que com dicas. Tem algum tempo que eu não participo de um, acho que tem quase três anos (risos) mas o Guilherme sempre participa e eu me divirto com a brincadeira. Ainda não sou tão boa quanto muitos com a troca de bilhetes e recadinhos, mas eu chego lá.
O último amigo secreto que participei foi o organizado pela Renata do Lilata e os Gatos e eu gostei muito até por que "curiando" os participantes descobri muita gente legal. Além do mais gosto de saber quem tirou quem então fico acompanhando os posts.
O Guilherme tirou uma das pessoas cujo blog eu descobri antes do sorteio, mas por conta da brincadeira. Eu decidi que ia mandar algo daqui, mesmo não sendo nada típico, e foi ai que me enrolei, mas o presente saiu e até agora não chegou ... Meu consolo era que o do Guilherme tampouco havia chegado então tava tudo bem, havia tempo, e tal ...
Mas hoje chegou o presente do Guilherme e ele veio de longe ...veio de Barcelona! O astronauta João mandou um presente muito legal e o Guille adoreou brincar e montar os cenários e saber um pouco sobre os lugares. Só não a China, esse ele deu uma aula (risos) por conta do Kung Fu Panda.
Flávia e João não podiam ter acertado mais na escolha!
Umas fotos para mostrar o "enano" curtindo a supresa.


Agora, me resta esperar que o Correio Argentino, não me deixe na mão e entregue antes do Natal o presente.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Correndo contra o relógio

Cadê o 2010 que estava aqui?!?!
Tudo tem passado numa velocidade assustadora, aquela sensação de que chegamos há muito e ao mesmo tempo foi ontem.? Esta semana foi pra lá de corrida, finalmente começou a instação das redes de proteção das janelas e veio em boa hora, o verão bate a porta e o calor aqui na cidade é no modelo Teresina ou Cuiabá e poder deixar escancaradas as janelas era fundamental. Como são muitas janelas e uma varanda meio complicada, o serviços demora, mas tudo bem, o importante é que todos os moradores da casa estejam seguros e eu tranquila. Acho que em mais dois dias terminamos tudo, mas tem um feriado no meio e a colocação das redes nos quartos tem que ser coordenada com a lavagem do carpete. No final tudo se resolve.

Com isso, a decoração da casa para o Natal foi adiada em um semana, nunca que eu ia deixar tudo fofinho e bonitinho para encher de poeira, nã. Mas não deixei passar a coroa do advento, fiz um arranjo simples, que foge ao tradicional católico, já que aqui em casa o costume vem mesmo da tradição pagã lá do norte da europa. Guilherme participou da minha caça as velas, já que em pleno periodo natalino só haviam velas perfumadas (eca) e gostou de aprender a acender a vela. Ai, devagarinho fui arrumando tudo e na segunda a parte interna da casa está pronta, as janelas e varanda vão ficar para depois do dia 8, dia que aqui todos arrumam a casa para o Natal, "El dia de la virgen".

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Então foi Natal ...

Este ano tivemos um Natal diferente, nem tanto, a diferença foi que pela primeira vez a ceia de Natal foi em nossa casa numa comemoração luso-brasileira. Bom, cada um levou o que mais gosta das celebrações de suas famílias e passamos uma noite MARAVILHOSA. Estavamos em 10, além dos dois convidados de honra, Guilherme e Rafael. E, claro, Papai Noel (Vovo Noel para o Guilherme, Pai Natal para o Rafael). Na verdade, a Mamãe Noel mais divertida ever! Os meninos se divertiram lindamente com as "prendas" e os adultos conversamos, comemos, bebemos, muito bom! Ficou faltando o carteado, can't have it all.
Seguindo a tradição da minha família, o "vovo" noel deixou mais um presente na manhã de Natal: Ontem, Paula, Vasco e Rafael vieram ajudar com as sobras (ainda temos comida para um batalhão!) Nos divertimos muito e os meninos mais uma vez brincaram a valer com brinquedos novos e não tão novos. Hoje Guilherme está com ressaca de Natal. Vai se recuperar justo a tempo da visita dos avós.
Espero que o Natal de todos tenha sido tão bom quanto o nosso.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Último domingo do advento


Vi tenner fire lys i kveld
og lar dem brenne ned,
for lengsel, glede, håp og fred,
men mest allikevel
for fred på denne lille jord
der menneskene bor.

Esta noite acendemos três velas
e as deixamos queimar até o fim
pelos desejos, alegria, esperança e paz,
mas principalmente
pela paz nesta pequena terra
onde as pessoas moram

domingo, 14 de dezembro de 2008

Terceiro Domingo do Advento


Så tenner vi tre lys i kveld
for lengsel, håp og glede.
De står og skinner for seg selv
og oss som er til stede.
Så tenner vi tre lys i kveld,
for lengsel, håp og glede.

Esta noite acendemos três velas pelos anseios, esperança e alegria
Ela fica lá brilhando por conta propria
e por nós que estamos presentes
Esta noite acendemos três velas
pelos anseios, esperança e alegria

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Lucias Dag - Updated


Em um dos meus blogs favoritos saiu um lindo post sobre o Lucias Dag na Suécia. Com belas fotos, vale a pena dar uma olhada, aqui

Hoje é o dia de Santa Lucia (Luzia, para os lusofonos), é também o dia mais escuro do ano lá na escandinávia, por isso, uma tradição de origem italiana (e que por lá já pouco de faz) ainda vive na Noruega e na Suécia (não sei como é na Dinamarca). A festa é maior entre os pequenos, mas os grandes as vezes também participam. Uma procissão é formada tendo a frente Lucia, uma menina vestida com uma túnica branca, uma fita vermelha na cintura e uma coroa com velas na cabeça. No original, eram velas de verdade, mas hoje em dia o comum são coroas com baterias e luzes mesmo. A comemoração é nas igrejas e nas escolas, fica tudo escuro e devagarinho você vai vendo a tenue luz se aproximando e o som das músicas. Na minha escola, Lucia foi um rapaz, a dias tento lembrar a razão para colocar aqui, algo me diz que foi alguma aposta, mas ele representou o papel sério, andou pela escola, com velas (de verdade) na cabeça e todo um grupo com ele.
Já vi relatos de outras pessoas e acho que, quem tiver a oportunidade, vale a pena.

A árvore

A árvore de Natal é para mim das coisas mais bonitas da decoração natalina. Eu gosto das luzes, das girlandas, das velas, das cores, mas é complicado pensar em um Natal sem uma árvore, bem enfeitada e cheia de pisca-pisca. Particularmente prefiro as mais tradicionais e verdinhas, mas nada contra os galhos de natal e as plantas de natal. Gosto de todas. Acho que parte dessa predileção pela árvore se deve ao fato de durante toda a minha infância a arvore era o grande mistério da noite de natal. Depois do almoço do dia 24 iamos, Clarissa e eu (e depois a Laila), para a casa da Bihi (avó paterna) para que meus pais decorassem a árvore e fizessem os últimos acertos para a noite. Até então não havia qualquer vestigio de decoração de natal em casa. Nadinha, nem guirlanda, nem pinhões, nada mesmo. Tudo só deixava as caixas na tarde do dia 24. Depois de tudo arrumado, a sala era fechada e só seria reaberta depois da ceia (não era a meia-noite, imagina se fosse?). Lembro de já voltar da casa da Bihi com o coração aos pulos, ela morava a um quarteirão da gente e o percurso, claro, era feito a pé, por duas (três) crianças e uma avó carregando uma sobremesa. A entrada era feita pela garagem, já que a sala estava fechada. A mesa já posta, mamãe vendo a comida, o papai tando os ultimos retoques pela casa. Depois da ceia, meu pai entrava na sala SOZINHO, colocava uma música natalina e ascendia as luzes da árvore, só então podiamos todos entrar. Para começar a distribuição dos presentes era preciso esperar o fim da primeira música. Durante muitos anos tivemos um pinheiro natural como árvore de natal, lindo, passava o ano enfeitando o jardim e da noite do 24 até o dia 6 de janeiro, fica todo adornado na sala.

Os natais passados na argentinha não eram muito diferentes, enquanto meu avô era vivo, era ele quem se trancava na sala no dia 24 e "montaba el arbolito", enquanto minha avó e mãe iam para a cozinha, nós crianças ficamos pelo jardim brincando. A tardinha era hora do banho, de por roupa bonita e comer gostosuras. Depois, meu avô entrava na sala, colocava a música, todos entravam, crianças na frente, ouviamos uma ou duas musicas, e então tinha início a distribuição de presentes. Eu gostava particularmente de quando eram colocadas velas de verdade na arvore. A mamãe conta que quando ela e minha tia eram crianças, elas tinham que esperar até a ÚLTIMA velinha apagar para poder abrir os presente. Lembro que uma vez tivemos que esperar a primeira velinha apagar, mas pode ser também minha imaginação.

Na foto família no primeiro natal do G. a árvore é a da casa dos meus pais (dez. 2006)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Segundo Domingo do Advento

O fim de semana foi bastante movimentado e não deu para colocar aqui a tempo. Também esqueci de programar a publicação.
Så tenner vi to lys i kveld, to lys for håp og glede.
De står og skinner for seg selv og oss som er til stede.
Så tenner vi to lys i kveld, to lys for håp og glede.

Esta noite acendemos duas velas pela esperança e pela alegria
Ela fica lá brilhando por conta propria e por nós que estamos presentes
Esta noite acendemos duas velas pela esperança e pela alegris

domingo, 30 de novembro de 2008

Primeiro domingo do advento



Så tenner vi et lys i kveld,
vi tenner det for glede.
Det står og skinner for seg selv
og oss som er til stede.
Så tenner vi et lys i kveld,
vi tenner det for glede


O Natal em casa sempre foi cheio de tradições familiares que sempre atribui a origem norueguesa da família de minha mãe. Quando morei na Noruega descobri que muito coisa já não se fazia mais e outro tanto deveriam ser coisas da família mesmo. Fora as que eram na verdade costumes vindos da família de meu avó materno (vou falar mais sobre isso em breve).
Uma das coisas que os noruegueses, escandinavos em geral, celebram é o advento. Em quase todas as casas a coroa do advento está presente e em muitas famílias toda a liturgia é respeitada, em outras é mais uma questão de tradição que passou de geração em geração. Uma poetisa norueguesa, Inger Hagerup, escreveu pequenos versos para cada um dos domingos do advento. O primeiro deles é o que está acima e pode ser traduzido assim para o português:

Esta noite acendemos uma vela
a acendemos pela alegria
Ela fica ali brilhando por conta propria
e nos presenciamos
Esta noite acendemos uma vela
a acendemos pela alegria