domingo, 17 de abril de 2011
Domingo no parque
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Então fomos ao cinema
domingo, 11 de julho de 2010
Fim de semana legal

Gofres ou Waffles belgas
180 gr de farinha
1 colher de sopa de açúcar
1 colher de chá bem cheia de fermento
2 gemas
250 ml de leite
80 gr de manteiga derretida
2 claras em neve
Misture a farinha, o açúcar e o fermento, adicione o leite e as gemas, mistura bem, coloque a manteiga e depois incorpore as claras em neve.
Siga as instruções da sua "wafflera" e bom apetite.
sábado, 10 de outubro de 2009
Bolo de Cenoura da Bihi

Bihi era a minha avó paterna, uma figura e tanto! Assim como tantas mulheres de sua geração escondia a idade com todas as suas forças, nem festa de 80 anos quis! Não adiantava argumentar que ela não aparentava a idade que tinha, idade pra ela era um tabú e perguntar uma falta de educação, nem ao médico gostava de revelar tal segredo. Nós, as netas, não a chamavamos de avó ou vovó, chamavamos de Bihi, o seu nome de casa, como todos - fora meu pai - a chamavam. Creio que na mente ela guardava a imagem de avó da década de 1920, a imagem da propria avó. Mas ela era até bem moderninha a Bihi, a cena do comercial das Havaianas poderia ser com ela, mas jamais com cabelos brancos! O engraçado é que ela só foi registrada aos três anos e era extra-oficialmente três anos mais velha, amigas de infancia não cansavam de a provocar com isso, fato que sempre negou. Somente depois de sua morte, o irmão caçula falou que era bem possível que fosse verdade mesmo, fazia sentido!
Sempre que tenho cenouras na geladeira lembro do bolo de cenoura que ela fazia e que me fascina. Imagina na cabeça de uma molequinha de 5 anos a idéia de um bolo de cenoura. Eu só não gostava da calda de chocolate, sempre me deu dor de cabeça. Eis que ontem me peguei pensando na Bihi e lembrei que tinha cenouras na geladeira, então fiz o bolo, mas mudei a cobertura.

A receita não é nada complicada e é um sucesso.
Ingredientes:
Duas cenouras médias descascadas e cozidas
1 xícara de óleo
4 ovos
1 pitada de sal e pimenta
2 xícaras de farinha de trigo
1 colher de fermento
2 xícaras de açúcar
Preparo
Bater no liquidificador o óleo, as cenouras, sal, pimenta e os ovos. Bater bem! Peneirar a farinha junto o com fermento e o açúcar. Misturar os ingredientes secos e molhados e colocar numa forma untada e polvilhada em forno médio (pre aquecido) por cerca de 30 minutos ou até passar no teste do palito.
A cobertura eu fiz assim:
Levei ao fogo uma colherada generosa de manteiga, uma caixinha(200ml) de creme de leite, três colheradas de chocolate em pó, gotinhas de baunilha e quanto baste de açúcar. Fecher até começar a ferver. Colocar ainda quente em cima do bolo. Como sou exagera dobrei a quantidade de cobertura para ter certeza que tinha muito, mas uma medida é suficiente para dar o toque.
domingo, 28 de junho de 2009
Guilherme no mundo da lua e as desventuras em série
Tenho certeza que João e eu não somos os primeiros a passar por isso, muito menos os últimos. A questão é que de uns tempos pra cá está ficando cada vez mais difícil uma conversa com o Guilherme. Há momentos em que ele simplesmente nos ignora, é como se fosse surdo (fato já devidamente descartado) outros que ele responde nonsense, mudando de assunto, isso é o mais irritante.
Ele também voltou a odiar o banho, tem sido uma luta. E não é só a questão de molhar a cabeça, é o banho em si. A água não é o problema, ele continua gostando da piscina e entra na banheiro cheia por conta própria, não gosta mesmo é da lavagem. A gritaria é tão grande que se aqui tivesse Conselho Tutelar já teriam batido em minha porta um par de vezes esta semana. Não faltam distrações para ele no banho, a última aquisição feita foi um barco (esse ai da foto) muito "fixe" que ele mesmo escolheu no aeroporto de Lisboa, mas agora as peças são atiradas a distância sempre que eu ponho o barquinho para navegar nas águas da banheira. Usar o chuveiro deveria estar fora de cogitação por que agrava a gritaria, mas tem sido a maneira mais rápida de por fim ao sofrimento dele, nosso e dos vizinhos no final da tarde.Tem uma novidade, sempre que eu brigo ou digo não, ele recorre a Carla, já que ela sempre faz as vontades dele. Agora, eu tenho que ficar dando duas broncas de cada vez. No Guilherme pela danação e na Carla para que ela não faça o que eu já havia dito que não podia. Ele também aprendeu a supervalorizar as coisas, se leva um topada, diz que foi empurrado e pede para por no falso agressor de castigo. Outro dia arranhou o joelho no ralo da banheira (depois de fazer EXATAMENTE o que eu havia dito para não fazer) e como superfaturou o arranhão! Ficou deitado na nossa cama, gemendo, com uma toalha no joelho, pedindo pelo pai. Um drama sem igual! Rimos muito, eu, ele e o João.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
A árvore
Os natais passados na argentinha não eram muito diferentes, enquanto meu avô era vivo, era ele quem se trancava na sala no dia 24 e "montaba el arbolito", enquanto minha avó e mãe iam para a cozinha, nós crianças ficamos pelo jardim brincando. A tardinha era hora do banho, de por roupa bonita e comer gostosuras. Depois, meu avô entrava na sala, colocava a música, todos entravam, crianças na frente, ouviamos uma ou duas musicas, e então tinha início a distribuição de presentes. Eu gostava particularmente de quando eram colocadas velas de verdade na arvore. A mamãe conta que quando ela e minha tia eram crianças, elas tinham que esperar até a ÚLTIMA velinha apagar para poder abrir os presente. Lembro que uma vez tivemos que esperar a primeira velinha apagar, mas pode ser também minha imaginação.
Na foto família no primeiro natal do G. a árvore é a da casa dos meus pais (dez. 2006)
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Água na boca
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Voltei!
Havia preparado um longo post sobre as super férias, o Natal, o Reveillon, a viagem a Argentina, as saudades matadas, mas deixei para lá. Era tanta coisa que o texto ia parecer novela mexicana precisando de roteirista.
A questão é que as Festas de Fim de Ano foram corridas demais da conta, teve até o batizado do Guilherme no dia 30 de dezembro!!! Fora que acabo fazendo o que não quero e deixo para lá o que quero fazer, quem sabe no ano que vem fico em casa para as festas ;) E olha que foram duas semanas, mas minha agenda sempre é negligenciada :)
Depois de uns dias em casa, refizemos as malas e fomos para a Argentina. A viagem foi ótima e o Guilherme também aproveitou tenho certeza.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
De onde eu venho, para onde eu vou?

Primeiro Capítulo
No colégio meu nome, sobrenome e sotaque da minha mãe sempre despertaram curiosidade dos meus colegas e explicar tudo com poucas palavras não é nada fácil então eu adorava quando só perguntavam de onde minha mãe era! Fácil, Argentina, para os menos curiosos essa resposta já respondia as perguntas relativas ao nome, mas para os que como eu eram curiosos ...
O nome Neda meus pais tiraram dos créditos finais de um filme (será por isso que tenho vocação para trabalhar nos bastidores?) Amigos Iugoslavos informaram que a origem de meu nome era croata e assim acreditei até que vim morar em Brasília, quando o professor de árabe do marido informou que meu nome era persa, fui pesquisar e era mesmo ;P Então meu nome não tem qualquer relação com a nacionalidade de minha mãe.
O sobrenome, Blythman, é inglês. Ué, mas a mãe não é Argentina? SIM, mas meu avó materno era filho de inglês com prussiana. Prussi o que? A Prússia era um país que ficava entre a Alemanha e a Polônia e não existe desde a II Guerra Mundial e minha bisavó veio de lá, na verdade emigrou com a mãe viúva e a irmã para a Argentina. Desse lado da família não se sabe mais do que isso por que a minha tataravó casou de novo, o marido adotou as meninas e todo e qualquer registro do primeiro marido foi apagado. Já o lado inglês tem um que de irlandês, minha tataravó, (acho que daí vem o temperamento forte) e a família vem de uma cidade muito triste (minha mãe e minha tia foram lá e contam isso) o que é engraçado por que “blyth” quer dizer alegre.
Suficiente? A essa altura quem me conhece deve estar se perguntando e onde entra a Noruega nisso tudo? Bom, minha avó materna era filha de norueguesa com estadunidense (este filho de noruegueses, mas nasceu mesmo na terra do Tio Sam). Minha avó nasceu mesmo na Argentina, mas antes de completar 1 ano foi com a família para a Noruega e lá ficou até os 7 anos, quando a família voltou para a Argentina. Ela até hoje, com quase 92 anos, fala norueguês com perfeição. Voltou para lá duas vezes, uma na década de 60 quando o pai morreu e outra para os 80 anos da irmã mais velha, há 13 anos. Para não esquecer o idioma falava em norueguês com minha tia e minha mãe, foi assim que elas aprenderam a falar norueguês antes de aprender o espanhol.
Depois de tanta andança não é de se estranhar que na família da minha mãe é raro duas gerações morarem no mesmo estado, no mesmo país.
Eu poderia me estender muito indo mais além quando as origens da família da minha mãe, fica para outra oportunidade. No próximo capitulo falarei sobre o lado português da família. A história que começa com a vinda de quatro irmãos portugueses para o Brasil.
- cento no centro da foto está o meu avô materno.

