Páginas

Mostrando postagens com marcador eu. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador eu. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 23 de junho de 2009

Sensação estranha

Meu nome sempre foi "diferente", me acostumei a sempre ter que explicar que não, não é Leda. Que não é erro de tabelião e que muito menos meus pais decidiram inovar na escolha do nome. Também tinha que explicar que tampouco era Néda, assim com o E aberto, mas que não se escrevia Nêda. Quando trabalhava na tv sempre era divertido ter que me apresentar, e muitas, muitas vezes deixava pra lá e deixa que me chamassem de Leda mesmo.

Eis que, agora meu nome está em todos os jornais, escrito certinho, pronunciado lindamente como tem que ser, infelizmente não há nada de bonito nas circunstâncias em que meu nome ficou conhecido. Mas a sensação de ouvir os jornalistas falando, ver o nome escrito numa vinheta de bloco do JN é muito estranha, eu sempre tenho um sobresalto. Pelo menos agora acho que vai ficar mais fácil as pessoas entenderem meu nome.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Pompa e circunstância e uma vida espartana


Meu visual já entrega o meu estilo de vida, será? Aqui em Cabo Verde então ... Mas há algo que as havaianas e os jeans escondem. Eu gosto de pompa e circunstância, não no dia a dia, não mesmo! Mas acredito que na vida é preciso separar alguns momentos para jogar tudo pro alto e aproveitar com estilo, muito estilo. Cada um escolhe o seu, tem gente que se dá o direito de comprar uma roupa de alta costura, ou sapatos feitos a mão e extremamente exclusivos. Outros, se dão de presente uma viagem de primeira classe ou a viagem dos sonhos. E tem o grupo que mais cresce no momento, aqueles que estão redescobrindo os prazeres da vida, de uma boa vida. Aqui em casa estamos seguindo esta linha, nada como uma comida feita com bons ingredientes e temperada com carinho e atenção, acompanhada de um bom vinho (ou a bebida de sua preferência), uma mesa bem posta e a possibilidade de estender a refeição por horas depois do café e do licor com um bom papo que dificilmente trata de trabalho mesmo metade do grupo trabalhando junto. Falar de viagens, das experiências da vida, dos planos para o futuro, contar piada, ver desenho animado com o Guilherme, brincar de massinha, jogar o buraco ... e o almoço virou jantar e agora dá até pra pedir a pizza pelo telefone!! Para mim isso é luxo, um senhor luxo que torna a vida em Praia muito mais agradável.
Também dou valor a uma cama bem feita, lençois bem estirados, colcha cuidadosamente cobrindo tudo. Sabe quando as listras do lençol se juntam? Para mim não tem nada melhor do que me deitar em uma cama com os lençois limpos, ainda com cheiro de sol (sim, o sol tem cheiro, pelo menos para mim), taí uma coisa que se fosse razoável eu teria todos os dias, não é frescura não, mas pra mim é algo MUITO BOM! Sempre tenho a sensação de ter dormido melhor quando depois de uma noite em uma cama "nova". Outro luxo, que para a maioria das pessoas passa batido ou beira a frescura pura e simples.
Comecei a pensar nisso depois de ler no blog da Ana Cristina sobre o G20 e ter ido dar uma espiada no Flickr da Downing Street que eu nem sabia que existia e que está repleto de fotos interessantes sobre a rotina do Primeiro Ministro Gordon Brown e suas viagens que por força do ofício são repletas de pompa e circunstância e fiquei imaginando se ele não teria vontade, nem que fosse por um dia, ter um pouco da minha vida espartana, se esbaldando na cama bem feita com lençois limpos, se bem que acho que ele pode ter lençois limpos todos os dias, não que por ser ele seja algo razoável, mas duvido que um almoço informal com os colegas de trabalho e suas famílias seja tão descontraído, ai eu duvido mesmo! Mas sabe o que eu queria mesmo, era convidar a rainha da inglaterra para comer um caranguejo e depois chupar uma manga, daquelas cheias de fibra. E por que da foto? A cordilheira dos Andes não é linda? A foto tem copyright viu, da Coroa Britanica.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

De onde eu venho, para onde eu vou?


Primeiro Capítulo

No colégio meu nome, sobrenome e sotaque da minha mãe sempre despertaram curiosidade dos meus colegas e explicar tudo com poucas palavras não é nada fácil então eu adorava quando só perguntavam de onde minha mãe era! Fácil, Argentina, para os menos curiosos essa resposta já respondia as perguntas relativas ao nome, mas para os que como eu eram curiosos ...

O nome Neda meus pais tiraram dos créditos finais de um filme (será por isso que tenho vocação para trabalhar nos bastidores?) Amigos Iugoslavos informaram que a origem de meu nome era croata e assim acreditei até que vim morar em Brasília, quando o professor de árabe do marido informou que meu nome era persa, fui pesquisar e era mesmo ;P Então meu nome não tem qualquer relação com a nacionalidade de minha mãe.

O sobrenome, Blythman, é inglês. Ué, mas a mãe não é Argentina? SIM, mas meu avó materno era filho de inglês com prussiana. Prussi o que? A Prússia era um país que ficava entre a Alemanha e a Polônia e não existe desde a II Guerra Mundial e minha bisavó veio de lá, na verdade emigrou com a mãe viúva e a irmã para a Argentina. Desse lado da família não se sabe mais do que isso por que a minha tataravó casou de novo, o marido adotou as meninas e todo e qualquer registro do primeiro marido foi apagado. Já o lado inglês tem um que de irlandês, minha tataravó, (acho que daí vem o temperamento forte) e a família vem de uma cidade muito triste (minha mãe e minha tia foram lá e contam isso) o que é engraçado por que “blyth” quer dizer alegre.

Suficiente? A essa altura quem me conhece deve estar se perguntando e onde entra a Noruega nisso tudo? Bom, minha avó materna era filha de norueguesa com estadunidense (este filho de noruegueses, mas nasceu mesmo na terra do Tio Sam). Minha avó nasceu mesmo na Argentina, mas antes de completar 1 ano foi com a família para a Noruega e lá ficou até os 7 anos, quando a família voltou para a Argentina. Ela até hoje, com quase 92 anos, fala norueguês com perfeição. Voltou para lá duas vezes, uma na década de 60 quando o pai morreu e outra para os 80 anos da irmã mais velha, há 13 anos. Para não esquecer o idioma falava em norueguês com minha tia e minha mãe, foi assim que elas aprenderam a falar norueguês antes de aprender o espanhol.

Depois de tanta andança não é de se estranhar que na família da minha mãe é raro duas gerações morarem no mesmo estado, no mesmo país.

Eu poderia me estender muito indo mais além quando as origens da família da minha mãe, fica para outra oportunidade. No próximo capitulo falarei sobre o lado português da família. A história que começa com a vinda de quatro irmãos portugueses para o Brasil.

  • cento no centro da foto está o meu avô materno.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Olha só o que descobri


Googlei meu nome e encontrei uma marca com meu nome lá nos EUA.