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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

38 semanas


Hoje fomos a nossa consulta semanal.  
Mãe e bebe seguem bem e tudo está como deveria a estar altura do campeonato, na verdade ando até mais um pouco de energia. Minha mãe chegou e os projetos manuais seguem a mil, terminamos uns sapatinhos e agora ela está tricotando um cachecol para o Guilherme e eu estou fazendo um para mim (o curioso foi ver como as mãos foram lembrando de movimentos que não eram feitos há décadas) depois mostro aqui o resultado. Os bordados estão prontos e agora só falta por numa moldura.
Estamos todos curtindo a doce espera.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Olha a lua!

Hoje a faxineira se despediu de uma forma diferente. Depois de lembrar que qualquer coisa e em qualquer horário podemos contar com ela, é só ligar, sorriu e disse: "mañana cambia la luna!" Na verdade ela parece ter dado uma boa olhada no calendário lunar de agosto e aposta na estréia do rebento para os dias em que a lua muda.
De tarde de consulta com o médico, chegamos naquela fase em que vamos nos ver todas as semanas (com as parteiras é a mesma coisa) e ele incluiu na minha rotina um exame semanal para monitorar como está o bebê. Comentei sobre o meu apetite de leão e ele constatou o obvio: ansiedade e completou que na experiência dele, depois do primeiro filho a tendência é que os bebês nasçam próximos a data prevista ou um pouco depois, que o parto tende a ser mais rápido, mas a espera maior. Acho que ele tava querendo me tranquilizar, e vocês? Pediu para voltar às caminhadas, devagar, sem pressa, e nos dias mais frios valia até ir pro shopping ou supermercado. Ah! Ele também disse para eu descansar mais durante o dia, não precisava dormir, mas que eu me deitasse lesse, visse TV, mas deitada. Ok!


 
Passei meses, 9 para ser mais exata, enrolando para fazer umas coisas que queria muito fazer para o bebê (continua sem nome) e o Guilherme antes de agosto chegar. Logo que descobri que estava grávida terminei um bordado em ponto cruz que havia começado antes do Guilherme nascer e abandonei no meio do caminho por que achei que não tinha nada a ver. Pois agora achei que seria legal incorporar a uma almofada, ou algo nessas linhas. Também havia comprado dois motivos para bordar e emoldurar, estes eu imprimi, cortei o tecido e nisso ficou até que esta semana decidi que tinha que fazer e fiz, ou melhor: estou fazendo. O primeiro ficou pro Guilherme (este da foto) e este fim de semana termino o outro. Ai é hora de procurar as molduras que eu não lembro onde coloquei.
Ainda nas linhas dos trabalhos manuais preciso fazer novas capas para os protetores de berço (aqui o nome é muito mais simpático, chichonera. Chichon é o galo, aquele que aparece depois que batemos a cabeça) aqui em casa a utilidade será outra, isolante térmico. A parede onde o berço estará encostado é externa e por estas bandas isolamento térmico é uma teoria (ainda falo por aqui como são as construções das casas aqui).

terça-feira, 2 de agosto de 2011

37 semanas

Tenho andado ocupada com os detalhes logísticos para o nascimento e cada dia que passa fico mais cansada e pesada, não no sentido de ganhar peso, mas os movimentos são lentos e nada ágeis. As coisas mais banais demoram para serem executadas, que o diga quem já me viu amarrando o cadarço do tênis ou calçando as botas. Já perdi a noção do tamanho da barriga, vivo esbarrando nas coisas e já tem um tempo que adotei a marcha anserina característica das gestantes. Ao mesmo tempo que tudo é urgente não tenho pressa pra nada, estou numa fase que me desconcentro fácil e rio pra mim mesma. 
Hoje recebi um e-mail de um site desses que te mandam informes semanais sobre a "barriga" e sei lá por que me emocionei (eu sei porquê, eu sei) meu pequeno na verdade não é tão pequeno assim, poxa é do tamanho de uma melancia, seus movimentos são fortes, bruscos, o rapaz tem muita energia e se prepara para a grande estreia fora do forninho. Ele me dá cada susto! Converso bastante para que ele entenda que aqui ninguém (fora o irmão) está com muita presa. Percebo que entrei no 9 mês, se nascer agora já não é prematuro. Começo a sentir saudades da barriga, deve ser coisa de última gravidez ... ao mesmo tempo ver as coisas de bebê pela casa me dá uma vontade louca de segurá-lo no colo, deitar com ele no peito e sentir as nossas respirações em sincronia, do chorinho pela casa ... curioso como alguns sentimentos de repetem mesmo não sendo a primeira vez.

domingo, 31 de julho de 2011

A semana e um pouco mais

- Tenho uma série de ideias e posts pela metade, mas cade o tempo para arrumar tudo? Pra coisa ficar ainda mais complicada o computador decidiu que cansou de tantas fotos e mesmo o programa mais simples eventualmente trava e ai acaba travando tudo. Já viram né? Será que consigo pelo menos deixar tudo em DVD nas próximas semanas? (leia-se: antes do bebê nascer).
- Fim de semana passado fomos a Los Penitentes, uma estação de esqui há 160km daqui. Foi muito divertido e Guilherme finalmente viu neve de perto. Falando esta semana fez frio e nevou no sul da província e na montanha, a vista da pre-cordilheira está linda, pena que deve durar pouco, não acumulou o suficiente e basta subir um pouco a temperatura para começar a derreter. O frio não é novidade, a novidade foi ter umidade suficiente pra nevar um pouco (na cidade choveu).
- Também foi semana de festa de aniversário. Comemoramos os 5 anos do Guilherme, a festa foi super descontraida e ele se divertiu muito. Tem post sobre isso, mas não terminei hahahahahaha! E nem fotos consigo colocar (legal né?) foi montando o especial 5 anos de Guilherme que o computador decidiu que já não dava mais. 
- Os gatos, faz tempo que não falo deles, me passam a impressão de que não curtem muito o frio não, passam o dia buscando um fresta de sol ou ao lado dos radiadores. Eles continuam "fortes", mas pelo menos o tamanho já não aumenta.
- Esta semana fiz a bolsa para a maternidade, deu um friozinho na barriga ... fico com a impressão que estou chamando e não é o caso. Também consegui fazer os exames que estavam faltando (eram dois), durante as férias de inverno não teve jeito. Falta visitar a maternidade.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

35 semanas! e mais

Ontem fizemos o terceiro e último ultrassom (ainda bem, por que se tivesse que fazer outro é por que algo não estaria como deveria). Senhor bebe (segue sem nome) está muito bem posicionado e ao contrario do que eu pensava não são os pés que estão apertando as minhas costelas, e sim o bumbum. Achei engraçado o médico perguntar primeiro se seria parto normal antes de dar a informação de que havia uma circular de cordão e deixar bem claro de que não é indicativo de cesárea, que o fluxo estava bem e que a informação estaria no laudo apenas para o médico/parteira estar preparado tirar a circular durante o parto (que nem no Brasil? not)
O peso estimado no momento é de 2.900gr (+/- 430gr) e ele tem um cabeção (hehehehehe) tal qual o irmão no último ultrassom. Desta vez nem liguei para esta informação, quando falaram que o Guilherme ia nascer um bebezão eu corri pra trocar a roupa  por tamanhos maiores. Ele nem nasceu tão grande assim e eu dei graças ter umas peças menores para poder usar. Também achei ele muito parecido com o Guilherme quando nasceu. No mais tudo está como deveria.
Ando mais disposta do que imaginava, o que é bom! Preciso estar em constante movimento, passar o dia sentada nem pensar. Mas canso com relativa facilidade e me acho mais desligada dos detalhes, tipo: estava com o filho de uma amiga no colo e nem percebi que ele chupava com gosto um guardanapo de papel, vai vendo.

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As férias de inverno chegam ao fim e depois de conversar com algumas mães descobri que todas tiveram a mesma experiência do que eu. A primeira semana foi na santa paz, crianças felizes em casa, brincando e tranquilas. Segunda semana: CAOS. Guilherme está contente que em breve volta para a escola e sente falta dos amigos, mesmo tendo encontrando com alguns durante as férias.

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Fomos ver Carros 2, particularmente, achei o primeiro mais interessante, mas admito que me diverti no cinema e, mais importante, Guilherme ADOROU! O roteiro é fraco, mas foi legal o foco do filme ter mudado para o Tom Mate (Tow Mater), as cenas de ação foram na medida certa para a faixa etária e tem um certo apelo para os maiores.

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Chegou um pacote morto de fofo da cunhada. Ela acompanhou de perto o meu "abuso" do celeste e bateu perna por Madrid para encontrar roupas não só coloridas como descoladas para os sobrinhos (Guilherme não ficou de fora). O mais engraçado é que sem eu nunca ter mostrado ou mandando nenhuma foto ela comprou várias coisas que eu havia marcado em "wishlists" mundo a fora. Nem bem cheguei do correio com o pacote (um dia ainda falo sobre como é receber pacotes aqui) coloquei tudo pra lavar. Pensem num varal lindo e colorido.

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Terça-feira é a festa de aniversário do Guilherme e tudo está resolvido. Estou feliz em ter conseguido dar meu toque sem precisar fazer muita coisa eu mesma (João me fez prometer que não ia e quer saber, ele tem razão).

sábado, 16 de julho de 2011

Na reta final

Ainda falta pouco de um mês, mas o tempo passa tão rápido ...
- Na última consulta o medido fofo se despediu dizendo: "siga haciendo lo que qué esta haciendo, que lo hace bien" . Em 33/34 semanas ganhei 5 quilos e um pouco, faço ginástica localizada duas vezes por semana e, em geral como pouco, devo admitir que nesta última semana chutei o balde, mas segunda-feira está ai. É semana do terceiro último ultrassom e os exames de sangue e visitar a maternidade (depois vou faltar mais sobre isso).
- O bebê continua sem nome e parece que isso tirar o sono de muita gente. Acho isso engraçado, e se a gente não soubesse o sexo do bebê? Temos uma lista, mas é isso e na hora tudo pode mudar. João e eu já tiramos isso da nossa lista de "coisas a fazer".
- Hoje, finalmente, lavei as roupas do bebê. A roupa eu lavo na máquina, mas faço questão de eu mesma passar, pelo menos essa primeira vez. Depois tenho que preparar as coisas para a maternidade conforme as "exigências" locais.
- Ontem comemoramos o aniversário do João, foi muito divertido. A casa não estava cheia, mas com 5 crianças e um bebê o barulho era grande, ainda bem que não temos vizinhos nem em baixo, nem em cima.
- Guilherme ainda tem uma semana de férias de inverno, como os dias tem passado rápido! Na quinta tivemos mais uma edição do vento zonda e como o danado me afeta fisicamente, fico um caco. Um dia quente, passado em casa, tudo fechado. No dia seguinte as ruas estavam tomadas pelas folhas e foi a primeira vez que eu vi a equipe de limpeza da cidade não dar conta de tirar as folhas e hoje a tarde ainda havia pilhas de folhas acumuladas no meio fio (aqui as pessoas varrem as calçadas e deixam as folhas em uma pilha no meio fio para o caminho apanhar) e olha que tudo o que se via nas ruas do bairro eram os caminhões e pessoal da limpeza varrendo e juntando folhas, além dos caminhões com o aspirador de folhas. Para a próxima semana temos uma agenda de atividades, cinema, teatro, festinha ...
- As aulas recomeçam, temos a festa de aniversário do Guilherme e assim eu vou me aproximando da fase "pode vir a qualquer momento". 
- Preciso tirar fotos da barriga nessa reta final.
- A lista de costuras está parada, Guilherme quer ajudar e prefiro ficar com ele agora que está em casa e costurar quando as aulas recomeçarem.
- Guilherme está cada vez mais engraçado e com umas tiradas ótimas, pra nossa sorte aceitou que o bebê ainda demora para chegar. Anda ligado no assunto do nome (ele quer que o irmão também se chame Guilherme, quando eu disse que não dava certo, ele abriu mão do seu querido apelido - Guilhe - para dá-lo ao irmão para não ficarem com o mesmo nome). Mesmo eu já tendo contado inúmeras vezes ele ainda muito desconfiado sobre como o bebê vai sair da barriga. Acho que o fato do umbigo ter pulado pra fora deixou ele confuso (hehehehehe).


terça-feira, 5 de julho de 2011

O bebê moderno e as cores ...


Azul, é a cor favorita do Guilherme e foi a cor que ele escolheu para o quarto, tudo bem que os tons exatos não foi ele quem escolheu, mas deu o caminho e eu gosto. Quinze anos estudando numa escola com uniforme azul marinho não foram suficientes para que eu deixasse de gostar da cor, continuo achando ela super elegante e de bom gosto, uma excelente alternativa ao preto ou ao cinza e acho linda em crianças  de todas as idades. Mas já deu!
 
Quando estava grávida do Guilherme, lembro que para meninos havia mesmo muito azul, mas na minha lembrança era possível variar mesmo comprando em lojas populares como C&A, Renner, Riachuelo, Americanas ... na Lojinha da Criança, pertinho de onde morávamos em Brasília, tinha uma variedade de cores para ambos os sexos, boutiques não cabiam no orçamento e foram poucas as peças compradas nas lojas caras. Até dei uma olhada nas fotos do Guilherme bebê para confirmar e há uma grande variedade de cores. Mas pelo visto nestes cinco anos as coisas mudaram e ficaram limitadas. O rosa já abundava no universo menina, mas pros meninos até que tinha variado, não faço idéia como estão as coisas agora no Brasil.

Quando entro numa loja pra ver roupa de bebê e me perguntam em que podem ajudar, aviso logo, roupa para menino, mas nada azul. O que me mostram? Bege, branco ... nada contra, mas e o resto das cores? O pior é que tudo é naquele mesmo azul clarinho, tão inho, apagado e sem graça. Podia sei lá, ser celeste, marinho, royal, mas não ... ai com sorte você encontra algo em amarelinho, verdinho. Pro lado das mães de meninas não é muito melhor não. Ficam lá, entre o rosinha e o lavanda desbotado, no final a quantidade é maior, há mais variedade de estampas e modelos, mas sempre nas mesmas cores.

Lá em Fortaleza, as avós se juntaram para e foram a uma loja de bebês. Por telefone minha mãe comenta que parece que a moda azul para meninos, rosa para meninas voltou e conta do comentário feito pelo vendedor da loja de lãs que ao ver a seleção de cores da minha mãe saiu com um "vai ser um bebê moderno". Será que é realmente um sinônimo de modernidade?

Aqui, em Mendoza, meu primeiro alvo foram as lojas com preços mais em conta, afinal é roupa que é usada muito pouco pra que gastar rios de dinheiro. Lá fui eu em minha cruzada, naquela altura estava relaxada e sem grandes frescuras com o "azulzim", afinal, usa tão pouco ... e comparando com os preços das lojas de marca era uma boa, pôxa, metade do preço em média por algo de qualidade equivalente. Mas aos poucos aquilo começou a me cansar, por que dava na mesma entrar numa loja e comprar tudo lá, era tudo igual! Então comecei a ver as outras opções, uma ou outra peça mais "descolada" para alegrar meu dia. Perto aqui de casa tem uma loja que eu adoro a Owoko, as peças são lindas, muita cor e em geral são unissex, mas custa o dobro ou mais, fui lá e comprei coisas que vou usar mais (leia-se virar modelo da mãe insana e sua máquina fotográfica) e acalmei o facho por um tempo. 

Mas agora, com a proximidade da chegada, resolvi dar uma geral no que tinha e ver o que precisava comprar para os primeiros 5-6 meses. A amiga de uma amiga estava liquidando o estoque da loja de roupas que tinha e eu me joguei, muito mais pelos preços do que pelas cores, mas ainda assim rolou umas coisas diferentes da Old Bunch, mas nada assim uau! Na hora de finalizar as coisas, e "harmonizar" o que falta é que acabou dando um nó. Pois é, fiquei sem muitas alternativas e comecei a ver no shopping mesmo e bom ...  A Cheeky tem uma variedade para crianças maiores, para bebês é tudo nas linhas do azul, rosa, bege, branco e, mesmo sendo mais barato do que no Brasil, ainda é caro. Ai passei na Mimo & Co. concorrente e que fica quase do lado, por lá os preços são ainda mais salgados, mas não é que tinham coisas em vermelho e verde floresta! A vendedora riu quando eu falei que não queria nada em azul, disse que normalmente as mães de meninas falam isso do rosa, eu era a primeira a reclamar do azul, verdade seja dita não havia quase nada "azuzim" na loja. Lá sai toda serelepe com umas coisinhas vermelhas (minha cor favorita).
Agora, a saga continua online, os preços são bem atraentes e se você, como eu, tem quem receba a encomenda para você e mande, pode ser uma maneira interessante de variar o armário dos filhos (nessa onda, entrou Guilherme também, claro). Uma rápida olhada pela Amazon já dá uma boa ideia do que está disponível no mercado, há grandes diferenças de estilo entre a loja americana e a loja inglesa. A Carter´s e a OshKosh tem a vantagem de ter um carrinho único e sempre tem peças em promoção. Guilherme teve várias roupinhas dessas marcas e gosto do estilo deles. A giggle tem coisas de babar, mas não é barata não. A Zara e a H&M são outras duas lojas que sempre gostei de comprar roupas para bebê.  Aqui e no Brasil a Zara não tem o preço tão atrativo como lá fora e a H&M não existe por estas bandas, mas é uma de minhas lojas favoritas mundo a fora, desde conheci a marca lá pelos idos da década 1990, em alguns países ela tem uma variedade melhor do que em outros e há linhas menos econômicas. Uma das coisas que gosto das roupas infantis de lá é que já vem com o lugarzinho para escrever o nome da criança . Outro lugar que sempre vale a pena dar uma olhada é o etsy para quem tricota, borda, faz crochet ou costura, é possível comprar até moldes em pdf para personalizar as coisas da família. Fora a variedade de peças de todo o mundo que são vendidas por lá. ADORO!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Passado - Intolerância a Glicose e diabetes

Na gravidez do Guilherme a única vez que perdi o chão foi quando abri o envelope do laboratório e vi o resultado da curva glicêmica. Sabia o que era, uma colega de trabalho havia contato que teve em suas gestações, os cuidados e tal, mas o desespero bateu forte na hora de preparar o café da manhã e constatar que praticamente tudo tinha açúcar, podia ser pouco, mas tudo tinha, até a bolacha água e sal. Claro que isso foi agravado pelo fato do João estar em Fortaleza para acompanhar a mãe em uma cirurgia, então já viu.

Eu estava no grupo de risco por que tinha mais de 25 anos e comecei a gravidez com sobrepeso, mas era isso. Na minha família não há um único diabético (hipertensos, cardíacos, depressivos ... sim), não estava engordando além do considerado normal para a minha faixa de peso, não tinha sede demais, nem fazia xixi demais, nada indicava que algo se passava. Fiz dieta, caminhada, e nos dois exames de controle a coisa se manteve estável, não aumento, mas também não diminuiu.

Quando fiquei gravida de novo, tratei logo de começar a me mexer, fazer uma caminhada, ginástica e dei uma melhorada no cardápio, diminui os carboidratos e segui em frente, afinal esta jornada começou com mais idade e mais peso. Então chegou o dia do fatídico exame, esperei voltar de Buenos Aires para pegar o resultado, não queria mesmo me torturar com isso no meio de uma viagem. O médico de férias, quem fez o controle foi a parteira, que tudo bem. Hoje, fui ao médico. Estou bem próxima do limite, mas que não preciso me preocupar. Se continuar fazendo o que venho fazendo que tudo bem. Sai da consulta mais relaxada.

A Intolerância a Glicose e Diabetes não tem sintomas na maioria das pessoas. Aquela história de beber muito líquido, fazer muito xixi é em casos extremos. O ganho de peso na gravidez também não é indicativo. O que você comeu no dia antes do exame não vai fazer muita diferença no resultado, tem que ser realmente MUITO. Nos fóruns dos quais participo mais de uma vez vi comentários de que o exame é supérfluo, que é procurar cabelo em ovo. Não é! O fato de eu ter nada nesta gravidez é bom, obvio, mas o fato de já ter tido significa que sempre tenho que estar atenta e de vez em quando fazer exames para saber se tudo está realmente bem. Só a glicemia não permite o diagnóstico, a minha sempre é normal, bem pertinho dos limites mínimos ou abaixo, já em sobre carga ...

Ah! Todo o resto está bem! Agora os controles são a cada 3 semanas, é a reta final.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O passado: o pesadelo do quarto do bebê

Acho que como toda mãe de primeira viagem sonhava com o quarto do bebê. Comprei revistas, me decepcionei com o que encontrei, fui atrás de idéias na internet, revistas gringas e colocamos a mão na massa. Depois de "visualizar" como seria o quarto comecei uma pesquisa para saber qual era considerada a melhor marca de móveis infantis que tivesse uma berço/caminha. Marca escolhida, localizado o revendedor em Brasília, fomos de compras. Berço, colchão, comoda  e cadeira para amamentar. Tudo para ser entregue em 60 dias e dividido em 3 nada suaves prestações. Tudo tranquilo, uma amiga que havia encomendado na mesma loja recebeu tudo direitinho e eu numa boa. Mas a medida que a data limite de entrega ia se aproximando foi me dando uma coisa ruim, como sempre penso o pior João me acalmou, mas concordou em dar uma passadinha na loja. Aproveitamos a hora do almoço e lá fomos nós (infelizmente não lembro mais o nome da loja, mas ficava no Venêncio 3000). Chegamos lá encontramos o espaço VAZIO, era uma segunda-feira e no fim de semana haviam limpado a loja. Era começo de junho. Depois e um interrogatório na administração do shopping conseguimos algumas informações, o suficiente para entrar em contato com a dona da loja. De lá rumamos para a delegacia do consumidor prestar queixa, não eramos os primeiros, mas por algum motivo havíamos mais informações que os demais. Claro que pesou o fato de falta menos de 60 dias para a DPP, o fato deu usar todas as armas que anos de produção de telejornal me deram e do João ser um excelente interrogador.
O que parecia impossível, aconteceu, e conseguimos não só falar com a dona da loja como conseguimos saber onde estava o estoque da loja e marcar uma visita para tentar recuperar em mercadoria o prejú. O terceiro cheque foi sustado, pelo menos isso. A dona havia dado em pagamento a uma de suas funcionárias o estoque e foi na casa dessa funcionária que eu, João e um casal de amigos fomos a caça. Claro que eu me senti mal em ir lá pegar minhas coisas, mas a funcionária em questão foi a mesma que nos vendeu os móveis e segundo o fabricante dos móveis naquela data eles já não eram revendedores autorizados. Então ... passamos a tarde lá metidos em meio a móveis de mostruário, pedaços de coisas e tentado descobrir se em alguma parte não encontraria um berço igual ao que eu havia escolhido, o do mostruário, mas não ... eu e minha barriga de 7-8 meses desbravou, subiu, mexeu cada canto da casa e nada. No final conseguimos escolher algumas coisas. Voltamos a delegacia com os dados e fomos informados que a dona da loja havia prestado depoimento.
Então, lá fomos encontrar um berço que fosse entregue a tempo. E o berço foi entregue 17 dias antes do Guilherme nascer! Quarto havia sido pintado tinha um tempo e todos os detalhes estavam lá, "só" faltava o berço.
O berço, que depois virou cama, foi onde o Guilherme dormiu até que viemos para Mendoza, e em breve será o berço do bebê. 

terça-feira, 24 de maio de 2011

O passado: Amamentação

Não, não vou falar do difícil que foi amamentar o Guilherme, por que verdade seja dita não foi. Mas tampouco foi assim de fácil, se não fossem a minha mãe e o João a coisa poderia ser bem diferente.
Quando Guilherme nasceu ele precisou de cuidados especiais e não pode amamentar na primeira hora como eu queria. Paciência ... Quando chegou ao quarto pediram para eu não amamentá-lo. Fazia mais de 15 horas que eu não comia e tinha acabado de ter um super queda de pressão. Naquela hora o hospital não tinha comida para mim, nem lembro o que o João trouxe para eu comer. A enfermeira sugeriu que eu esperasse a "especialista" do banco de leite. Mas ela não chegava nunca e Guilherme começou a chorar. Com a ajuda de minha mãe coloquei o Guilherme no peito e ele mamou, justo nessa hora entrou a neotalogista para ver se estava tudo bem e gostou de ver o rapazinho mamando. Depois de 4 horas a especialista apareceu. Pediu desculpas, e foi isso.
Os primeiros dias não foram fáceis, muito mais pela minha dificuldade de encontrar uma posição para sentar por conta da episiotomia e da laceração. Acordávamos João e eu e enquanto eu amamentava sentada na poltrona, João ficava cochilando no chão esperando para colocar o Guilherme para arrotar e depois me ajudar a sair da cadeira e voltarmos para a cama. Quando passei a amamentar na cama, era João quem ia buscar o Guilherme no berço e depois levava de volta.
Tive uma única rachadura, via estrelinhas na hora de dar o peito, mas continuei dando. Passei a ter mais cuidado para deixar secar bem depois de cada mamada e descobri que o LM tem ação antibacteriana, o problema é a saliva do bebê. Quando minha mãe voltou pra casa, vinte dias depois do parto, Guilherme e eu já estávamos bem adaptados à amamentação. Desde o início a livre demanda se mostrou a melhor opção para a nossa família. Naquele tempo não tinha lido o Dr. Gonzales, mas isso de ficar marcando horário, cronometrando o tempo é muito burocrático para um momento tão natural.
Se em casa a coisa ia bem, o fato de o Guilherme amamentar parecia preocupar quem não devia se meter no assunto. Também os pediatras pareciam não dar o apoio que se supõe que deveriam dar. O primeiro me saiu o clássico “leite fraco”, nunca mais voltamos. A segunda, no meio da minha volta ao trabalho e a adaptação do Guilherme a uma nova rotina sem a mamãe por perto o tempo todo, disse ao telefone que meu filho de 5 meses estava me chantageando e que nesses casos a solução era desmamar, nunca mais voltamos, já não estávamos satisfeitos com ela mesmo.
Quando Guilherme tinha 14 meses eu peguei catapora, EU! Liguei para o pediatra assim que recebi o diagnóstico e a indicação de suspender o aleitamento. O pediatra disse que se era para pegar, já tinha e assim continuei amamentando. Guilherme também ficou doente, foi forte, mas ele parecia indiferente a doença, brincava alegremente e só quando apareceram as pústulas na boca e garganta diminuiu o ritmo, mas o leite foi seu único alimento por uns dias.
Concordo com todo mundo que fala que as campanhas do Ministério da Saúde sobre aleitamento materno simplificam a coisa. Mas o problema não é só esse, a maioria dos médicos não dá a devida importância e o apoio que muitas mulheres precisam para seguir em frente. Quantas conseguem amamentar na primeira hora? Também falta a divulgações sobre todos os serviços que os bancos de leite disponibilizam, eles não são só um depósito de leite. Lá é onde estão os melhores profissionais de aleitamento materno.
Eu fui amamentada até os 9 meses, não foi exclusivamente, mas para o final da década de 1970 já era muita coisa. Minha mãe me amamentou mesmo com mastite, a pediatra na época foi categórica em dizer que só eu poderia ajudar minha mãe nessa hora. A irmã do meio mamou um ano e a caçula mamou um ano e meio, seis meses exclusivo. O meu exemplo era esse, era natural e nunca ouvi minha mãe reclamar, mas falava que a mastite doía. Minha mãe não amamentava em público e lembro-me de poucas vezes tê-la visto amamentar em outro lugar que não fosse a cadeira que ficava no quarto.
Guilherme se desmamou, um dia, em abril de 2008, ele decidiu que não queria mais e pronto. Foi pra nunca mais. A minha idéia era desmamá-lo apenas depois da mudança para Cabo Verde, depois dele ter completado os dois anos, mas ele tinha outros planos.
Como será desta vez? Não sei, tem tudo para dar certo e o mais importante: no que depende de mim, vou conseguir. Nada de ficar no discurso do vou tentar, eu vou conseguir! Além da experiência, da leitura, tem uma especialista em aleitamento cujo telefone está devidamente anotado e a La Leche League para me dar o apoio necessário.
Por hora, penso nas alvoradas que passaremos só os dois, em silêncio, como se fossemos os únicos no mundo. Também vou reviver as noites de sono picado por conta das mamadas com a certeza de que como tantos antes, vamos sobreviver.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Nesting (agora com foto)


Chegamos a semana 25!
E começou a todo vapor a fase do "nesting". Como o bom senso manda que eu não suba em escada um pintor foi contratado para pintar algumas paredes. As mesas que cabeceira que esperavam a meses pela minha coragem para serem envernizadas, estão de pernas pro ar esperando a segunda demão. A máquina de costura assumiu de novo seu posto na mesa da cozinha. E há tecidos por todos os lados, chegou a hora de dar início a um pequeno projeto para o bebê que pode ser bastante ambicioso. A lista com as coisas que precisam ser feitas e compradas está no espelho do banheiro e a cada semana muda para dar lugar as novas idéias.
A chegada do outono, que por aqui é um pouco diferente do que eu conhecia, já que não chove, tem me dado mais disposição. Mas sigo com a impressão que deveria estar dormindo mais, a cabeça anda dando sinais de que precisa de descanso. Já tem duas semanas que comecei a caminhar no parque todas as manhãs com uma amiga e duas vezes por semana faço ginástica. Somos apenas duas "pancinhas" na turma e somos as únicas alunas. Ando pensando em nadar também! Gosto tanto ...
Amanhã é feriado na escola do Guilherme, é o dia do departamento onde fica a escola. Tomara que seja um lindo dia para estar ao ar livre como hoje. Várias idéias sobre como aproveitar o dia.

As mesas de cabeceira em andamento. A primeira da esquerda mostra a mesa do jeito que recebemos, lavada, e já com a primeira demão de verniz. Espero terminar na quinta.

O passado: a perda

Em junho do ano passado, um teste de farmácia trouxe grande alegria e surpresa para a nossa casa. Mesmo feliz eu sentia que algo não estava bem. A primeira consulta com a médica foi no minimo estranha, nada batia com nada, as datas, o tamanho do útero, o colo estava fechado então havia uma gravidez. No primeiro ultrassom o médico explicou que o embrião ainda não era visivel, mas que a vesicula vitelina sim e que em breve ali haveria um embrião. Sei ...  A vida seguiu em frente e contamos para a família e os amigos mais próximos. Também contamos ao Guilherme.
Com João começamos a fazer planos, organizar os preparativos, afinal antes do bebê chegar havia uma grande mudança para fazer e passamos o tempo pensando nas duas coisas. Uma manhã, ao sair da cama, uma machinha foi o sinal de que algo não ia bem. Tentei manter a calma e esperar até o meio dia para ver, mas ela estava lá, e aumentava. Liguei para a clinica e marquei uma consulta e esperei longas horas com João ao meu lado. Outra médica me atendeu, olhou o ultrassom, os exames e foi sincera.: "Não vejo nada, nem vesicula vitelina". Pediu outro ultrassom, indicou outro médico, e lá fomos os dois ouvir o mesmo. Voltamos ao médico, de volta a primeira que me atendeu. Se a primeira consulta foi estranha, esta foi acolhedora, ela parecia tão abalada quando nós. Saímos de lá decididos a esperar, eu teria que fazer repouso relativo, e depois de uma semana fariamos outro ultrassom. A natureza seguiu seu curso, e no fim de semana mesmo meu corpo começou a expulsar os vestigios da gravidez. Eu escolhi esperar, deixar o corpo cuidar de tudo e ele cuidou. Não foi fácil, nada fácil, mas sei que foi o melhor para mim.
Eu já sabia o que era uma gravidez anembrionária, conheço algumas pessoas que passaram por isso. Era uma gravidez completamente inviável, faltava o básico, mas isso não dimiui a dor, a falta e o vazio. Aos poucos contei para algumas amigas o que hava acontecido e a vida seguiu em frente, sei que não vou esquecer.
Para mim, o pior não foi receber a notícia mas sim dar a notícia aos que sabiam da gravidez. Guilherme também soube da gravidez, decidimos contar a ele. Nos dias em que eu tive que fazer repouso expliquei o que aconteceu de maneira simples, por uns dias ele perguntou pelo bebê e sempre davamos a mesma resposta. O bebê estava doente e não está mais na barriga da mamãe. Não sei se ele lembra (acho que sim), mas não pergunto. Pra quê?
Alguns livros que li sobre gravidez os autores defendem que as mães devem contar desde que se descobrem grávidas, inclusive para os filhos menores, a perda faz parte do ciclo da vida e quando acontece é preciso receber o carinho de todos que estão por perto. Concordo! Mas quando me vi grávida de novo decidi esperar, por uma série de motivos, o principal era que só queria contar para o Guilherme quando já tivesse uma barriguinha pra mostrar, chegamos a conclusão que a espera seria longa para ele. Admito que também estava com medo.


sexta-feira, 6 de maio de 2011

A revelação!


É um menino, um irmão para aprender as traquinagens com o Guilherme.
Não sei vocês, mas eu achei super divertida a brincadeira.

As concorrentes são:
1. Marisa Raquel Lopes
2. Paloma Varón (Peripécias de Cecilia e fofices de Clarice)
3. Flávia (O Astronauta)
4. Alice Manica
5. Taís (Ahora somos tres)
6. Flávia (Avassaladora)
7. Mariana (Viciados em Colo)
8. Clarinha (Meu Menino Tigre)

Segunda-feira sai o resultado do sorteio.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Indo a livraria: momento glamour

Uma rápida olhada aqui em casa já dá pra perceber que livros não faltam, nunca faltaram. Este fim de semana, depois do almoço dei uma passadinha na livraria para ver as novidades, comprar um livro muito bem recomendado. O problema é que a livraria é pequena, mas tem MUITA coisa, então procurar algo pode ser como entrar na caverna do Alibaba, principalmente quando o algo procurado é um livro infantil. Guilherme já sabe que os livros de contos estão liberados, mas os livros brinquedo não. Ontem ele se encantou por um DVD, de um personagem que eu abomino e que ele detestava quando mais novo (faixa etária adequada para o tal animal roxo) e foi aquela coisa que todo pai ao menos uma vez na vida já passou. Enquanto ele se distraiu com um livro ilustrado sobre as mudanças no corpo dos meninos com a puberdade (!) eu me sentei no chão para olhar os livros infantis (a livraria é tão apertada que um livro de auto ajuda me espetava as costas e dois livros machucavam meus joelhos) depois de encontrar uma posição menos incomoda comecei a caçada. Foram bons 30 minutos em busca de opções interessantes para o Guilherme e para quem lê (sim, tem um tipo de livro que  eu já não dou mais conta de ler). 
Livros encontrados, escolhas feitas, hora de sair do buraco. Como é que faz? Primeiro a pessoa barriguda se arrasta de lado, por que não tem como levantar de onde ela se enfiou. Depois engatinha até uma área mais ampla para finalmente poder se levantar, ou pedir ajuda. Assistir a cena é no mínimo rídiculo, pelo menos é a impressão que eu tenho, na verdade queria muito poder ter me visto fazendo toda essa movimentação. Este é um daqueles momentos glamour  que só uma gravidez te proporcionam. A verdade é que daquele lugar, com ou sem barriga, a saída não seria nada glamourosa. Pelo menos tenho uma boa desculpa.

sábado, 16 de abril de 2011

Como é estar grávida na Argentina?

Será que estar grávida é diferente segundo o país? Até o momento posso dizer que sim! Outro dia fui a um aniversário com o Guilherme e lá estavamos todas reunidas, conversando alegremente, trocando idéias. Ai vem a pergunta: você não quer ter outro filho? Eu achei graça.
Uma das coisas que mais me incomodou na gravidez do Guilherme era a curiosidade alheia. Não a família e os amigos, mas de estranhos mesmo. Eu me sentia um imã de gente que não tem o juízo certo no lugar. Nem na hora de comer me deixavam em paz! Ninguém vinha falar quando eu estava devorando um hamburguer+batata+refri, mas quando eu comia salada ... sushi então era escondido, não adiantava explicar que eu não comia em qualquer lugar, que eu confiava na higiene, nada disso. Nem sei quantas vezes nós foi feita a pergunta: o que vão fazer com os gatos? Como assim?!?! Melhor nem falar dos palpites no assunto parto ou amamentação.
Aqui a reação foi animada, muitos parabéns e ... só. Todas perguntaram quanto tempo.Vinte e uma semanas! Que bom! Já sabe o sexo? Vai querer saber? Me diz quando é que no Brasil alguém pergunta isso? Nem o médico do US pergunta, já vai logo dizendo. Com o Guilherme demoramos a descobrir e eu quase fico louca com o povo enchendo o saco.
Ninguém se admirou que o bebê vai nascer aqui. Em Brasília todo mundo achava que eu ia parir em Fortaleza, e perder um mês de licença? Nem morta! Não foi feita a clássica pergunta: já marcou a data do parto? Mas obvio que rolou um pra quando é. Não foi feita nenhuma pergunta indiscreta e NINGUÉM PEGOU NA BARRIGA! Na roda de mães eramos 3 grávidas, cada uma separada pela outra por 2-3 semanas. Ninguém pegou na barriga de nenhuma de nós. Uma das mães pediu que estirasse a blusa para ver a barriga e só! Vieram os palpites do sexo pelo formato da barriga.
Vamos ver o que rola daqui pra frente.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O nervo "asiático" e outras coisas.

Ontem foi dia de consulta com o obstetra, e cada dia João e eu gostamos mais dele. João por que ele sabe lidar bem com as minhas ansiedades, eu porque acho admirável que os olhos de uma pessoa com mais de 40 anos de experiência ainda brilhem ao ver uma grávida, ao ouvir o coração do bebê ou ao dizer que no parto o médico é mero espectador de um milagre. Uma coisa que nos, os dois, gostamos muito é a postura nada invasiva das consultas e a quantidade minima de exames. 
Como Guilherme nos acompanhou a consulta, a conversa foi um pouco mais variada. E assim, descobrimos que o doutor é filho de uma parteira  e que mesmo vendo uma enorme abundância de gestantes e nunca ter visto uma cegonha, acreditava que elas eram as responsáveis pela vinda dos bebês ao mundo até os 10 anos.
O bebê mexe MUITO e deu trabalho ouvir o coração ontem, Guilherme curtiu a caçada e depois pode ouvir o seu coração no aparelinho também. Ajudou o médico a medir a minha pressão e a auscultar meu coração.
Comentei com o médico que tem uns dias que sempre que piso no chão com a perna direita doí a ponto de eu ter que sentar de novo se não caio e que era justamente o lugar da dor que mais me incomodou durante o TP. E, vejam só, eu tenho nervo ciático, ou melhor ciática. Recomendações: não dobrar a coluna e caminhar, além da Yoga, mas depois falo dela. Veio a constatação do que eu já havia percebido: na segunda gestação, sentimos muitas coisas. Estamos mais velhos e já temos um filho.
Resumo:
Estou na semana 20 pela DUM
Ganhei dois quilos até agora, nada mal. 
A pressão continua baixa, mas normal.
Em duas semanas faço um US.
Em quatro faço a glicemia pos-prandial.

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Segunda veio a parteira para a nossa conversa inicial. Ela é um doce! E será ela que me acompanhará quando entrar em trabalho de parto até irmos a maternidade, será minha doula.
Explicou extamente todos os procedimentos no hospital para o parto, desde a admissão até as intervenções de rotina com o RN. Aqui, se tudo correr bem, ficamos "só" dois dias no hospital, as vezes um dia e meio. Falou das dificuldades que vamos em frentar e recomendou o Plano de Parto, que aqui tem valor legal, mas tem que antes ser aprovado pela diretoria do hospital escolhido e de algumas coisas simplesmente não abrem mão, como a vitamina K e o nitrato de prata. Outras ela acha que podem ser negociadas.

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O outono vai dando as caras aos poucos, mas assim como a turma no hemisfério norte tem primavera com frio, aqui tem outono com calor, mas só numa parte da tarde. Quem mora aqui tem sempre um casaquinho por perto.

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Guilherme está super adaptado ao novo horário escolar e a comida da escola (vou falar sobre isso em breve). Estamos aprendendo as músicas em inglês para cantarmos com ele. Nas nossas conversas e brincadeiras agora ele diz qual o idioma que usar. Agora português! En español! e as músicas sempre em inglês. Em breve teremos playdate aqui em casa.


quarta-feira, 30 de março de 2011

A paisagem muda



Oficialmente, o outono começou há uns dias, mas as coisas não mudam assim de um dia para o outro. As mudanças são graduais. A paisagem ainda é verde, mas posso ver detalhes dos predios que não via antes. O verde parece mais cansado e apesar no começo da tarde o termometro chegar aos 30oC, as manhãs e as noites são mais frias e agradáveis. Ver a temperatura variar 20 graus ao longo do dia me faz pensar que em breve essa diferença não vai ser tão grande. Nosso primeiro inverno aqui vai ter um gosto muito especial.

quinta-feira, 24 de março de 2011

E o corpo se prepara ...

Eu tinha um sono bem leve, podia cair uma agulha que eu acordava (no meu histórico há um exceção) ai nasceu o Guilherme, e a coisa piorou, bastava um espirro e eu pulava da cama. E isso me deixou em frangalhos por mais de um ano. O corpo então se deu conta, penso eu, que precisava se desligar a noite e eu passei a dormir feito uma pedra. Os barulhos do Guilherme só me acordavam quando era realmente o caso de acordar. Perdi as risadas e as conversas, mas passei a dormir melhor.
Mas estes dias tenho me dado conta de que aos poucos, o mais minimo murmurio no quarto ao lado me desperta. A mãe natureza esta me preparando para um temporada de vigilia noturna e eu me lembro do quanto gostava de amamentar de madrugada. O silencio, o sol nascendo, o carinho, mãe e bebê, os cochilos na rede.

domingo, 20 de março de 2011

E o Guilherme?

Despois dos parabéns, todas as pessoas a quem já contamos a novidade perguntam pela reação do Guilherme. O Guilherme até o momento está muito empolgado com a idéia da chegada de um bebê ao lar da família. Faz muitas perguntas, algumas bem fáceis de responder outras que exigem muito cuidado na hora de responder. A pergunta cabeluda (como o bebê veio parar dentro da barriga) ele ainda não fez, mas já perguntou por onde sai.
Comprei um livro (tem em português também) muito interessante que trata justamente do que mais me preocupa com relação a chegada do bebê: a expectativa do Guilherme de que o irmão já chegue pronto para a brincadeira. Devo ter lido o livros umas 10 vezes em três dias, isso sem contar nas vezes em que ele pega o livro para "ler" sozinho. Assim, sempre falamos no bebê, mostramos as fotos de quando ele era recén-nascido, das várias estapas que a minha barriga ainda vai passar antes do bebê nascer e que depois disso tudo ainda vai demorar um pouco para que rolem as brincadeiras.
É verdade que tem mais de um ano que o Guilherme fala em irmãos e seus amigos imaginários ganharam estatus de irmãos mas até outro dia eu achava que era a minha empolgação que eu via nele e pelo visto não. Na turma dele quatro crianças ganharão irmãos mais ou menos na mesma época e a professora achou por bem tratar do assunto. Começou dizendo que tinha um segredo e depois perguntou quem é que ia ser irmão este ano. Guilherme foi o primeiro a se manifestar (tudo bem que ele é o único que ainda não tem um irmão) e participou bastante de toda a conversa sobre "hermanos mayores". Quando a professora me contou fiquei bem orgulhosa.
 

segunda-feira, 14 de março de 2011

Estado Interessante

Acho que é a minha expressão favorita para designar a gravidez. Interessante é tão bom! Não é melhor, não é pior, é diferente, é interessante. Quando em janeiro descobrimos que estavamos gravidos, João concordou em esperar o máximo possível. Esperamos até estarmos seguros, tranquilos e que para o Guilherme tudo fosse mais concreto, uma barriguinha que fosse. E assim aconteceu. Quando os jeans começaram a ser incomodos e a silueta começou a ficar mais "redonda" havia chegado o momento. E Guilherme foi o primeiro a saber, quando chegamos da escola chamamos ele para contar um segredo e ele gostou da novidade, deu beijos na barriga e muitos abraços. Depois perguntou como ia sair, bem mais fácil de responder do que como entrou, e como toda criança perguntou logo por que o bebê não podia sair logo da barriga. Explicamos, mas na manhã seguinte ele perguntou se já havia chegado o dia do bebê nascer (risos). Depois chegou a hora de dar a notícia aos avós e tias e para a maioria deles quem contou foi o Guilherme, um orgulhoso irmão.
Ainda não sabemos o sexo na verdade, João não sabe se consegue deixar pra descobrir só quando nascer. O nome, bom, esse sim, só depois de olhar para o rostinho de joelho pra decidir.
Desenho feito pelo Guilherme no Dia das Mães (outubro) com um bebê na barriga. A professora ele disse que era um irmão. A mim, disse que era ele quando estava na minha barriga