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quarta-feira, 8 de julho de 2009

Eu queria ter um quintal

Acho que ando muito intolerante, ou as crianças daqui são muito diferentes das outras. A bem da verdade, as acho impliquentas, mas percebi que esta é a dinamica daqui, todos discutem e ante a perseverança do outro em não mudar de opinião, não exitam em humilhar, rebaixar o outro. Pelo menos as crianças aqui do condominio são assim, muitos dos adultos também (em algum lugar as crianças aprendem). Este fato tem tornado as idas com o Guilherme ao parquinho um tormento, para mim e para ele também. Da janela do escritório vejo que o balanço passa, boa parte da tarde dando sopa, algumas crianças ficam lá um pedacinho, mas logo vão brincar e ele fica lá, parado. Mas, se o Guilherme desce para brincar, ai a coisa muda, rapidamente tem fila pro balanço, começam os empurrões, tentam tirar o Guilherme a força do balanço. Não adianta estipular tempo, nada ... enquanto ele não sai a coisa fica assim. Mudamos de brinquedo e rapidamente o balanço fica abandonado, se voltamos, começa tudo de novo. Justiça seja feita outras duas crianças gostam do balanço tanto quanto o Guilherme, mas curiosamente entre eles se entendem e um cede a vez ao outro em uma dimanica bem deles, sem troca de palavras nem nada.
Nessas horas eu queria muito ter um quintal, podia ser um terraço um pouquinho maior, ter um lugar só pro Guilherme brincar, ter o balanço dele, subir em arvore, brincar na lama, me ajudar com as plantas, caçar insetos. Se fosse um pouco maior, eu colocava uma piscina pequena mesmo, pra ele se refrescar. Teria uma mesa para tomar um chá enquanto ele se divertiria, ler um livro. Aos domingos poderiamos tomar um brunch.
Sonhar não custa nada!

7 comentários:

Paloma, a mãe disse...

Um quintal seria ótimo. Mas eu acho que nada substitui a convivência. Mesmo com o maior quintal do mundo, ele precisaria brincar com criança e aprender a dividir. Conheço muitas crianças com quintal que vão à praça (pública) todo dia porque precisam passear.
É uma pena que as crianças sejam mal-educadas, mas eu tentaria contornar a situação.

Neda disse...

Eu sei ...
Esta é a principal razão pela qual o Guilherme vai a escola. Agora estamos de férias, as aulas começam na primeira semana de setembro. Até lá, pretendo organizar "playdates" com as crianças aqui do prédio mesmo. Ontem por exemplo, ele brincou muito com um amiguinho aqui do prédio, e foi super legal para o Guilherme e pra mim, que pude conversar com outro adulto ;) O problema é maior aqui no condominio.

Neda disse...

Ficou faltando ...
o problema maior é aqui no condominio, na parquinho mesmo. Tenho tantas observações quanto a educação aqui, nem sei por onde começar.

Helga disse...

Imagino o tanto que deva ser frustrante. O pior é que o Guile deve ser super educadinho (também, tadinho, tendo educação de alta qualidade vinda dos pais o pobre deve se sentir um tanto deslocado).

Principalmente pra meninos, ele em algum momento terá de aprender a peitar o coleguinha, só pra o outro saber que não pode pisar nele. Como o Elvis ou o De volta para o presente (ambos de boa índole mas que sabiam se defender na hora certa).

Neda disse...

Ele peita, rsrsrsrsrsrs
A questão não é bem essa, mas quando tem pai ou mãe por perto a criança espera ser defendida, né? O que a gente faz, mas se dependesse do Guilherme tava todo mundo de castigo. Essa é a parte estressante da coisa.

Houser disse...

Ia dizer isso. É bom pra aprender a peitar os outros pequenos. O menino um dia vai ter conhecer a listinha: nariz, olhos, garganta, genitais, joelhos e tendão de aquiles.

☼ Livinha ☼ disse...

Neda, aqui em acsa temos um jardim com casinha de bonecas, escorrega, caixa de areia e um bau de brinquedos, mas nao e suficiente. Crianca precisa de outras criancas, nao basta um monte de brinquedos se nao tem com quem brincar e olha que Carola e bem independente qdo se trata de brincar sozinha. Ela curte mesmo, mas mesmo assim a levo em parquinhos diariamente. Muitas criancas sao criadas sem limite e isso sempre causa situacoes desagradaveis. Costumo fazer playdates aqui em casa, e na maioria das vzs da super certo, mas sempre tem aquela crianca que convido uma unica vez para nunca mais! A vida e assim mesmo e nossos filhos terao contato com todos os tipos de pessoa! Bjs!