sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Férias - Parte IV

E estamos chegando ao fim da nossa road trip. Depois da passagem por Vincennes incluímos uma parada no nosso roteiro, Hershey, na Pensilvania. A dica foi da mãe americana do João, e como valeu a pena. A cidade foi criada por Milton Hershey quando ali montou sua fabrica de chocolates e construiu casas para seus operários e famílias.
Chegamos já a noite e depois de deixar as coisas no hotel fomos para a "fabrica" de chocolate, um espaço montado para mostrar como funciona a produção de chocolate. Claro que teria sido melhor visitar a fabrica mesmo, mas todos curtimos já que até cheirinho de chocolate sendo feito tem por lá. No dia sequinte fomos visitar o Museu e conhecer um pouco mais sobre a historia da cidade e de Milton Hershey, diga-se de passagem é emocionante, vai muito além do chocolate, pode ter certeza. Depois fomos a Candyland, o parque de diversões de lá. Com todas as montanhas russas fechadas, e a maioria dos brinquedos de "menino grande" idem, ficou bem mais fácil explicar pro Guilherme por que não pode ir neste ou naquele brinquedo, já que o negócio dele são os brinquedos "grandes". As filas é que foram o problema, por duas vezes ele pediu pra sair por conta da fila, mesmo sendo um brinquedo que ele queria MUITO ir. Na terceira vez que pediu pra ir, lembrei da fila e que daquela vez não tinha volta, ia ter que esperar na fila até o fim (na primeira vez ele pediu para sair segundos antes da nossa vez) adivinha qual foi a resposta? Pois é, ele não foi no brinquedo.



Então chegamos a Filadelfia. Outra cidade que me encantou. Por algum motivo imaginava um lugar lugubre, mas não foi isso o que encontrei. A cidade é arrejada, e repleta de prédios antigos e históricos, claro! Um misto de NYC com DC. Ficamos lá num fim de semana e vimos muitos americanos aproveitando a folga para conhecer o lugar onde tudo aconteceu (independência e constituição). Vimos o Liberty Bell, a casa da moeda, a estátua do Rocky, fomos a uma exposição interativa sobre a história americana e também a uma sobre a Princesa Diana, essa foi escolha minha, mas João diz que gostou. Também provamos um Philadelphia Cheese Steak, do lugar apontado como o melhor da cidade. Se tem melhor eu não sei, mas o que eu comi estava espetacular. Guilherme se esbaldou num parque e assim voltamos para NYC, mas sobre lá eu já falei.



quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Lavanda

O cheiro de lavanda, esse que utilizam nas águas de colônia, produtos de limpeza e afins é um dos grandes gatilhos para as minhas crises de enxaqueca. Pode ser da colônia cara até a mais vagabunda, o efeito é o mesmo. Entretanto, a lavanda pessoalmente não tem nenhum efeito (nunca visitei um campo de lavanda para dizer o efeito em grandes quantidades), os pequenos sachês para aromatizar roupeiros, esses, me agradam. Dito isso, vamos ao que interessa: o uso da lavanda na culinária me era desconhecido até que vi este post no Trem Bom. Fiquei com a pulga atrás da orelha, mas deixei pra lá depois de muito pesquisar e não encontrar o produto no Brasil.

Bom! Ai, em Hershey, PA, eu me deparei com uma barra de chocolate com lavanda e blueberries (que eu AMO) depois de pensar um pouco comprei e na minha mente veio logo a receita da Valentina pensei: se gostar do chocolate vou comprar lavanda para fazer o bolo! Gostei do chocolate então ...
Na corria dos últimos dias de viagem havia esquecido da lavanda. Eis que, na última manhã em NYC, fui a mercearia da esquina (risos) comprar coisas para o café da manhã. Passei inadvertidamente pela prateleira de temperos, fiquei olhando, como quem não tá nem ai. Deu um click e eu lembrei da tal lavanda. Tinha! Também comprei um vidrinho de folhas de Dill para deixar minha salada de batatas, a de pepinos e o peixe ao vapor com um gostinho extra.
Bom, ai tinha que fazer os muffins, né? Pois eu fiz, mas na hora acabei fazendo essa receita daqui só que em forminhas de muffin (não perguntem porquê, tá certo?) Ficou muito bom e combina muito bem com um sorvete de chocolate com pimenta chilli da Carte D´Or.


Férias - Parte III

João morou nos EUA nos idos da década de 1990 lá estava ele no sul de Indiana. Uma visita aos "pais" era obrigatória, mas a irmã estava morando no Colorado e não haviamos decido se iriamos ou não visitá-la. Só que ela seu mudou para a Carolina do Sul (quase Carolina do Norte) pouco antes de chegarmos e, com a viagem agora seria de carro, incluímos uma descida até lá para rever/conhecer ela e a família. Incrível como as vezes encontramos pessoas que parece conhecermos de uma vida, pois com eles foi assim.
Como o objetivo era visitá-los aproveitamos para ficar com eles mais do que passear e como eles são novos na região sabiam tanto quanto nós sobre as opções de lazer. Via google descobri que em Charlotte (Carolina do Norte) há um Discovery Place e as crianças grandes e pequenas adoraram. Guilherme vibrou com uma exposição sobre tesouros maritimos e piratas. Andou comigo num simulador de tornado, brincou com blocos de madeira, desenhou usando um pendulo foi uma curtição. Ele e o "primo" de 6 anos se deram superbem e Guilherme acabou aprendendo algumas coisas de menino grande brincando no parquinho, inclusive caçou insetos e camaleões.


De lá rumamos para Vincennes, Indiana, pegamos as dicas da estrada com a Addy, que 10 dias antes havia feito o trecho em sentido contrario e ficamos sabendo de um desvio enorme por conta de um deslisamento de pedras. Assim, um dos trechos mais bonitos, que era passar pelas Smoky Montains foi feito de noite e minha atenção estava voltada para as indicações do desvio e menos para tirar fotos quando ainda tinhamos luz. Tinhamos programado um pernoite em Nashville, que ninguém é de ferro.
A capital da musica Country é um lugar lindo! Além de dormir, ficamos algumas poucas horas na cidade e fomos visitar o Parque do Bicentenário. Um lugar super agradável, foi lá que tirei as fotos da flor de cerejeira, lembram? O memorial da Segunda Grande Guerra é muito bonito. Vizinho fica o mercado local, o Farmers Market. Se com meia duzia de bancas abertas o lugar é bom, imagino quando está tudo cheio! Nunca imaginei ver tantas variedades de maçãs e aboboras em um só lugar. Se comprei algo por lá? Claro que sim, mas sobre isso vou falar a seu tempo. Num dos restaurantes do mercado provei um pouco da culinária Cajun, um gumbo de camarões com quiabo. Tava tão bom!

Depois disso pegamos a estrada de novo, rumo a "cidade do João". Vincennes é como eu imaginava e não deixa de ser uma típica cidadezinha do interior dos EUA. Por lá passamos dias descontraídos e Guilherme adorou os "avós" americanos e assim os chamou desde o primeiro momento, sem que nada lhe fosse dito. Passeamos um pouco, conversamos e comemos. De novo a sensação de que os conheço desde sempre.

De lá pegamos a estrada rumo a Pensilvânia, com pernoite em Columbus, Ohio. Desta vez foi só pra dormir mesmo, perdemos a hora e quando acordamos tinhamos que pegar a estrada. Sobre as proximas paradas, conto amanhã.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Férias - Parte II

Dirigir nos EUA é fácil, mas a tecnologia faz com que nos deparemos com alguns "absurdos". Por lá os carros vem em sua maioria com "cruise control", que nada mais é do que um mecanismo que mantem a velocidade do carro constante sem a necessidade de pisar no acelerador e, juntamente com o cambio automático, faz com que digirir por lá seja mais... tranquilo, vamos dizer assim. Mas como tem gente que abusa, por lá pode falar ao celular dirigindo em 43 dos 50 estados (eu continuo achando perigoso e se um dia morar por lá vou continuar não atendendo celular ao volante), só que a coisa já atingiu um outro nível e as empresas de telefonia "lembram" os clientes que tudo bem falar, mas nada de ficar mandando mensagens SMS, e eu vi gente "texting" ao volante. Também vi motorista com uma revista/jornal no volante, vendo TV/DVD, brincando com o GPS e por ai vai. Isso em estradas onde a velocidade permitida é de uns 110 km/h e a maioria está a 120km/h, não é no engarrafamento não, é em alta velocidade mesmo.
Foi assim que ocupei o tempo na estrada até Washington, prestando atenção nos outros! A paisagem de outono é fantástica! Pena que nas estradas nem sempre dá pra parar quando vemos uma paisagem que agrada e as paradas para descanso não são nos lugares mais bonitos.

Como já antecipei adoramos Washington. A cidade foi uma brisa fresca! Inagurada em 1800, é planejada e em vários pontos fica claro onde Lucio Costa se inspirou. DC não é grande de tamanho, mas tem tanta coisa para se ver, o "básico" dá pra ver bem em dois dias, desde que não se entre em nenhum dos museus do complexo Smithsonian, onde fácil, fácil se passa um dia. Todos os museus Smithsonian são de graça e nos que entramos (Historia Americana e no Aeroespacial) há várias atividades para os pequenos de todas as idades, imagino que nos demais também seja assim.
O melhor de Washington foi ficar ao ar livre, sentir o vento de outono e passear pelos Monumentos. Nos deixamos o carro estacionado e compramos um tour de Bonde, no esquema "hop in, hop off" e valeu a pena. Os motoristas também são guias e foi assim que descobrimos que a torre do antigo predio dos correios tem umas das melhores vistas da cidade. Também foi assim que o João descobriu que muitos dos passeios que ele vez quando esteve na cidade há 14 anos não estão mais disponíveis depois dos atentados de Oklahoma e do 11 de setembro.
Um passeio que vale a pena é o de Georgetown, o bairro chique da capital americana, com suas casas (na verdade mansões) de tijolo, suas charmosas ruas comerciais e os restaurantes. É onde está a Universidade e também a Catedral. È lá também que está esta charmosa casinha, -inha mesmo. Segundo o guia não tem nem cozinha (não serve pra mim!) e é a casa mais estreita do bairro, não lembro a largura. Recentemente, foi vendida por 400 mil dólares.


Julie and Julia

Finalmente vi o filme!
Gostei muito. Foi divertido e uma maneira ótima de encerrar meu dia.