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terça-feira, 25 de novembro de 2014

E o futuro chegou

Eu nasci num tempo em que tudo era analógico, o telefone nem botão tinha, era um disco. Ah! A linha telefônica era um bem, declarado em imposto de renda e tudo mais. Celulares, meu pai se cadastrou para receber uma linha e demorou para recebermos um. Computadores? Na minha casa ele só chegou quase no final do século XX. A minha ideia de futuro é um misto de "Os Jetson´s" com "De Volta para o Futuro" com arquitetura e design de meados dos anos 1950 - 1960, algo assim meio Tomorrow Land, super me identifico com o Carrossel do Progresso.

Há vários anos, ainda na faculdade, li o livro  "A Vida Digital", de Nicholas Negroponte. O ano era 1997. Não lembro de nenhum dos colegas demonstrarem qualquer entusiasmo com a coisa toda. Só o professor parecia ver "futuro" naquilo. O livro ficou esquecido por bastante tempo, achava até que tinha sido doado. Um dia, enquanto lia na tablet, algo vez click: lembrei do livro! Que finalmente, começo a reler para ver como vou interpretar a coisa agora que o futuro chegou, o que ainda não fiz foi descobrir se ele fez alguma nova edição no livro.

Foi justamente, procurando saber isso, que me deparei com uma palestra dele de 1984, há 30 anos ele fez algumas previsões. Olha, eu ri muito de mim mesma e da minha ingenuidade ao ler o livro há tanto tempo. Em breve conto aqui o que essa releitura me trouxe. Coloco o primeiro video dele no TED e o último, comemorando os 30 anos.





quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Curtas

No carro a caminho de algum lugar ...
Felipe: Cuando el sol vaye ...
Guilherme: Vaya
Felipe: Cuando el sol se esconda ...


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Todos fomos crianças um dia

Meu vizinho de cima estava doente, muito doente, e qualquer pessoa com conhecimento básico das coisas da vida sabia que era uma questão de tempo. Eu sabia que suas noites não eram fáceis, escutava os ruídos, os passos ... viver coletivo tem dessas coisas.

Eu nunca tive vergonha ou me senti menos qualquer coisa pelo escândalo dado pelos meninos. E ao contrario dos meus pais me preocupo muito pouco com os vizinhos, até por que os meninos fazem barulho normal. Mas nesse caso em particular era mais do que isso, era acrescentar um pouco de conforto a alguém que precisava.
Um dia, pegamos o elevador com ele, vinhamos com Felipe e ele comentou: "Ah! esse é o menino que sempre acorda chorando (a mais pura verdade) e riu. É engraçado, ele é um relógio, acorda da "siesta" sempre as três." Eu devo ter ficado da cor de um tomate, pois ele logo emendou: " Não tô recriminando não, crianças são assim mesmo, eu já tive os meus ... todos nos já fomos criança um dia." 

Engraçado como quem mais deveria se incomodar, foi quem primeiro entendeu ...

segunda-feira, 5 de maio de 2014

A muralha

Durante mais de um ano fiquei pensando sobre o que escrever aqui ... por um tempo fiquei organizando as nossas viagens, dicas e fotos de como fazemos. Mesmo viajando bastante, tem gente que viaja mais e há mais tempo ... meu dia a dia, pode até ser interessante, mas é meu (risos). Dicas de coisas para a casa ... hum ... podia ser, mas minha vida não é só isso, ou é? Tem também os meninos ... os meninos. 
Outro dia numa conversa na internet me dei conta de que quando eu digo que converso com o Felipe (quase 3 anos) as pessoas vem uma conversa assim como de adultos, sei lá, como se eu explicasse demais as coisas, desse satisfação. E não é assim. A conversa se resume a ele entender que eu sei o que ele quer, mas que não pode ser assim. Lembrei de um livro e da comparação que o autor faz das crianças nessa idade com os primatas. Frases curtas, palavras simples e paciência, muita paciência. Imagina, se eles vem o mesmo filme infinitas vezes, quantas vezes não tenho que repetir algo para que ele entenda. Não adianta ficar explicando que tem que tomar banho por que não pode ficar sujo, por isso ou por aquilo. Mas eu posso adotar uma atitude mais positiva e perguntar se ele não quer dar banho em um brinquedo ou então um banho de espuma.

Outro dia tivemos uma noite difícil. Os dois estavam sem sono (na verdade um não queria dormir antes do outro, este sim parecia não ter sono). Taí uma coisa que eu tento ter a maioria paciência do mundo, tento, por que chega uma hora que o meu cansaço me vence e a vaca vai pro brejo. No dia seguinte foi aquela coisa tirar os dois da cama. Mãe eu to com sono!; Mãe tá cedo; Mãe por que você me acordou mais cedo? Ai eu ri! Ia fazer o que? Chorar ia ficar meio estranho. Expliquei (era pro de 7 anos, então já dá pra esquecer o primata e tratar como gente mesmo)
- Lembra que ontem eu dizia que tava na hora de dormir, que era tarde, que tinha escola hoje?
(grunhidos)
- Então, é por isso, eu já sabia que hoje de manhã ia ser assim. Você está com sono, dormiu menos do que precisava.
(grunhidos)
- mas o Felipe ...
- O Felipe pode dormir na escola, você não.
- Na salinha dele tem uma caminha!
De noite tudo se repete. Ele é mais velho, tem que dormir depois do irmão, mesmo que esteja caindo de sono (a lógica é uma coisa nessa idade). Mas dessa vez algumas horas mais cedo ;)


É preciso limites, sempre, limites claros. Mas nem todos os limites tem que ser um muro de concreto armado, uma muralha. Alguns podem estar delimitados com uma cerca de arame, que dobram um pouco. Afinal, ir pra cama sem banho não é tão grave assim, ver um filme até tarde numa sexta também não. Mas tem que lavar os pés, escovar os dentes e trocar a cueca antes de ir pra cama. Agora, dormiu no carro depois da festa de aniversário no sitio, vai pra cama imundo mesmo que nesse dia quem ganhou o presente fui eu!

terça-feira, 12 de março de 2013

Blogosfera, aqui me tens de regresso!



Aqui na Argentina as férias de verão são de dois meses e este ano aproveitamos bem o tempo para viajar. Nem bem as aulas acabaram fomos a Santiago, voltamos para passar o Natal em casa e para o Ano Novo já estávamos em San Luís, depois com os meninos fui para Fortaleza (no caminho passamos dois dias em Baires) e quando voltei pegamos a estrada rumo a Patagônia (argentina e chilena) e percorremos 3.500 quilômetros até estarmos de volta em casa. Quando tudo terminou estávamos exaustos, física e mentalmente e com as aulas começando poucos dias depois da nossa volta arrumar as coisas ficou em segundo plano, assim que as malas ficaram passeando pelo apartamento e muitas das coisas da viagem a Santiago só encontraram seu lugar agora.


Somos uma família que adora um “passeio”, mas quando parei para pensar me dei conta que entre uma viagem e outra não houve sequer um intervalo de uma semana, só mesmo o tempo de lavar e passar a roupa para que ela voltasse logo para as malas rumo ao novo destino. In between teve meu aniversário, a formatura do Guilherme do jardim, o Natal, Ano Novo, a ida ao Brasil foi para acompanhar uma cirurgia do meu pai e para finalizar ficamos uns dias extras no Chile por conta de enchentes e deslizamentos na cordilheira do lado argentino, por que do lado chileno os famosos caracóis estao passando uma uma gigantesca obra e até o outono está habilidade apenas uma faixa, o que significa que tem horário para ir e para voltar


Então, para marcar a volta do blog vamos começar do começo: a viagem para Santiago!
Está foi uma viagem diferente, o objetivo não era pura e simplesmente o turismo, claro que aproveitamos para conhecer alguns lugares que nunca havíamos ido, mas fomos mesmo foi de compras. Depois de muito pesquisar, ver a lista de presentes de Natal e algumas coisas que queríamos ou precisávamos comprar, ficou claro que mesmo com impostos, a gasolina e o hotel comprar no Chile, no nosso caso, representaria uma grande economia. Foi assim, que depois de tantas idas ao pais transandino, finalmente conheci os outlets de Quilicura que estavam cheios de argentinos e brasileiros, mas essa visita vai ficar fora do relato por que foi bem burocrática e para dar dicas de como e onde comprar em outlets já cheio de gente muito mais experiente do que eu falando sobre o tema internet a fora. Foi lá que o Guilherme descobriu por que ninguém toma fanta laranja no café da manha e depois come cheetos (algumas licoes precisam da parte prática para o menino entender).



Uma viagem assim é bem aborrecida para as crianças, até para as mais pacientes. Assim que em dois momentos o dia foi dedicado a elas. O primeiro foi quando fomos conhecer Kidzania, o relato completo no Site Maes Internacionais. O outro foi quando fomos para Los Dominicos, na verdade a Pueblito Los Dominicos, esse passeio foi 50/50, por que eu aproveitei para ver artesanato (que ADORO) e depois os meninos se esbaldaram na pracinha. O “pueblito” é uma pequena vila onde os artesãos fabricam, expõe e vendem suas obras. Além de artesanato é possível ver antiguidades e até animais (essa foi a parte favorita do Guilherme, já eu fiquei meio triste de ver o bichinhos enjaulados para vender). A feira fica do lado da Igreja de São Vicente Ferrer, que parece ser um lugar muito interessante, mas justo dia que fomos estava fechada. Em vários guias o lugar aparece como a melhor opção para comprar lembracinhas e artesanato típico chileno, é sim mais barato que o Patio Bellavista, mas há coisas caras. Antes de subir no carro e voltar para o apart, os meninos brincaram numa praca justo em frente, além do parquinho há uma área com aparelhos de ginástica para adultos. O lugar estava limpo e os equipamentos e brinquedos em excelente estado. Difícil foi convencer que estava na hora de ir embora.