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domingo, 11 de março de 2012

Dois em um

Há cinco anos, um pouco mais, eu voltava ao trabalho e deixava em casa um Guilherme de 5 meses. Se naquele tempo nem existia a licença de 6 meses, eu contava com chefes muito competentes que me prepuseram trabalhar meio período até que a creche do Ministério começar, foi o melhor presente que poderiam ter me dado. Pouco tempo depois as nossas noites começaram a ficar cada vez mais "movimentadas", na minha lógica era o pequeno e indefeso mostrando saudade, mas a coisa foi ficando cada vez pior, num ponto em que ele não dormia uma hora direto e eu passava a noite sentada na rede com ele no colo ou no peito, já que só meu colo acalmava ele. Uma noite, em desespero, o João liga para a pediatra pedindo HELP. A medica recomenda uma infusão de casca de maçã com alface e diz que o Guilherme (lembrem que não tinha seis meses) estava me chantageando. A essa pediatra nos nunca voltamos achamos meio absurdo o "diagnóstico".
Até aquele momento a única "crise" que eu sabia era a dos oito meses e a sua ansiedade da separação, o que eu não sabia é que isso na verdade pode começar antes, lá pelo sexto mês. E agora, chegou a hora de Felipe perceber que somos dois e não um. As coisas andam bem mais leves, mas as noites são longas e cansativas. E há menos descanso ao longo do dia, as sonecas andam comprometidas, ele não dorme no carrinho, atá dorme, mas quando o carrinho para ele acorda logo. Por outro lado ele gosta mais dos passeios, que estão ficando cada vez mais longos, mas só eu resolvo as crises de desespero dele na hora do aperto é mãe, e a mãe está oficialmente cansada! 

5 comentários:

Sandra Hellen Kautto disse...

Posso imaginar...ainda é muito fresco na minha mémória os 8 primeiros meses do Elias...

Mas nesse exato momento acabei de fazê-lo dormir e disse ao meu esposo: está cada vez melhor colocar o Elias pra dormir, tem sido tão gostoso esse momento!!!

Portanto, um dia você me disse: força! E agora é minha vez, força que daqui a pouco tudo se ajeita.

Beijos

Livia, mãe da Carol disse...

Logo os passeios mais demorados cansarão o pequenino e ele dormirá melhor!

Clarinha disse...

Neda, e muito difícil. Eu entendo perfeitamente você. Ainda mais que o meu João é muito apegado a mim e ao pai e até hoje, com 1 ano e 9 meses, ainda sente muito a nossa falta à noite. Agora, com ele doentinho, não estamos dormindo nada também. Mas, mesmo assim, é mais fácil do que quando ele era bebezinho porque agora eu posso dividir mais a tarefa de conforta-lo. Antes, bem como você disse, é só a mãe, o colo da mãe e o peito. Força e muita paciência! Beijos

Clarinha disse...

Neda, entendo perfeitamente você porque meu filho foi bem assim e ainda hoje, com quase dois anos, ainda acorda muito à noite e exige nossa presença. Mas agora é bem mais fácil porque posso dividir a tarefa de dar colo. Como vc disse bem, antes é só a mãe! Beijos e força.

Neda, estou tentando comentar há um tempão, mas este verificador de palavras está impossível!!! Já pensou em desabilitar isso?

Neda disse...

@ Sandra, Força é bem vinda! A verdade é que comparando com Guilherme, Felipe não dá trabalho nenhum no quesito sono, dorme mais e melhor. A questão é que a chegada da "crise da separação" algumas coisas ficaram parecidas.

@Clarinha, não sabia que o blog estava com as letrinhas, obrigada por falar, já desabilitei.